Nova onda gravitacional surge a partir da fusão de buracos-negros leves

Por Redação | 17 de Novembro de 2017 às 11h42
LIGO/Caltech/MIT/Sonoma State (Aurore Simonnet)

Cientistas do LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser) já deixaram claro sobre a existência de ondas gravitacionais no espaço-tempo.  Recentemente, os físicos anunciaram a quarta detecção de ondas gravitacionais emergentes de fusão violenta de buracos negros e a primeira originada de uma colisão de estrelas de nêutrons. Tudo isso, claro, aconteceu há milhares de anos-luz.

A primeira descoberta das ondas gravitacionais foi feita no início de 2016, quando foi confirmada a teoria de Albert Einstein sobre a existência delas. Desde então, pesquisadores do LIGO vêm descobrindo mais informações sobre o fenômeno.

Agora, uma nova fusão foi detectada no dia 8 de junho e teria surgido de um evento chamado GW170608, que, segundo os cientistas, foi criado a partir da colisão de "dois buracos negros relativamente leves". 

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Como os buracos-negros não emitem luz, eles não podem ser observados diretamente com a ajuda de telescópios coletores comuns, então a tática foi fazer a medição de raios-x existentes a partir de um material superaquecido que existe em torno dos buracos. Agora, os físicos conseguem fazer a comparação dos buracos-negros vistos com ondas gravitacionais com os que são observados com o auxílio dos raios-x.

Astronomia multimensageira

Com a descoberta do fenômeno, os cientistas agora entram em uma fase chamada de "astronomia multimensageira". 

Nesta era, eles estudam os mais diversos eventos celestiais, como fusões em múltiplas formas e efeitos, observando apenas os diferentes tipos de luz que produzem, além das ondas gravitacionais.

Uma colaboração europeia chamada Virgo conta com o seu próprio observatório de ondas na Itália, onde seguiram observando dois sinais de ondas gravitacionais.

No entanto, a fusão dos buracos-negros anunciadas pelo LIGO não foi detectada pelo observatório e a próxima etapa deve acontecer apenas no final de 2018. Durante este período, os cientistas pretendem focar na melhoria do desempenho e sensibilidade dos equipamentos para captar ondas gravitacionais.

Fonte: The Verge

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