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Nosso planeta recebe mais de 5 mil toneladas de micrometeoritos por ano

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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David Kingham
David Kingham

Já parou para pensar na quantidade de meteoros que cruzam os céus ao longo de um ano? Ou melhor, já se perguntou a quantidade de meteoritos — o que sobra da queima do meteoro na atmosfera — que chegam ao solo terrestre? Pois um novo estudo publicado no dia 15 de abril deste ano, no periódico científico Earth & Planetary Science Letters, estima que, por ano, a Terra recebe mais de 5 mil toneladas de “poeiras” vindas do espaço.

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Os resultados são de uma pesquisa desenvolvida durante quase duas décadas por um grupo internacional de cientistas de instituições como Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Université Paris-Saclay e o Museu Nacional de História Natural, dos EUA, com o apoio do French Polar Institute. Embora os meteoritos que chegam à superfície da Terra, em sua maioria, tenham tamanhos estimados entre décimos a centésimos de milímetros, ao fim de um ano podem resultar num total de 5,2 mil toneladas de material.

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Para realizar este levantamento, a equipe realizou seis expedições para o coração da Antártica ao longo das últimas duas décadas, com o objetivo de coletar e analisar meteoritos. Liderados pelo pesquisador Jean Duprat, da CNRS, os pesquisadores escolheram a estação Dome C, localizada a 1.100 km da costa de Adélie Land — um local com baixa taxa de acúmulo de neve e praticamente livre de poeira da própria Terra. Ao coletarem partículas de fora do planeta, com tamanhos que variam entre 30 a 200 micrômetros, os cientistas conseguiram medir o fluxo anual correspondente ao material acumulado por metro quadrado.

Quando esta estimativa é aplicada para todo o planeta, chega-se ao total de 5.200 toneladas de poeira extraterrestre ao ano — bem maior do que o fluxo proporcionado por objetos maiores. Comparando este resultado com as previsões teóricas sobre as origens destes micrometeoritos, a equipe confirmou que cerca de 80% vem de cometas, enquanto o restante de asteroides.

Este novo dado é fundamental para entendermos o papel desse fluxo vindo de fora do planeta — que pode ter fornecido água e moléculas de carbono no passado da Terra.

Fonte: Phys.org