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Nebulosa planetária variável pode ter estrela vizinha

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA/ESA
NASA/ESA

Parece que a identidade de PM 1–322, um objeto cósmico que intriga os astrônomos há décadas, foi revelada. Um novo estudo liderado por Ernst Paunzen, pesquisador da Universidade Masaryk, mostra que o objeto em questão é uma nebulosa planetária variável — e que, talvez, ela esteja acompanhada por mais uma estrela.

Descoberto em 2005, PM 1–322 fica a 6.800 anos-luz da Terra. Ele é uma nebulosa planetária, ou seja, um objeto formado por uma estrela de massa parecida com a do Sol, que chegou ao fim de sua vida e expandiu suas camadas gasosas.

O processo rende estruturas fascinantes, com formatos que podem lembrar figuras familiares para nós. Já o PM 1–322 foi classificado inicialmente como uma nebulosa planetária jovem, que mostrou características curiosas: a luz dela varia com o tempo, e algo em seu interior parece estar causando eventos parecidos com erupções.

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Com análises dos dados do levantamento Zwicky Transient Facility (ZTF) e do telescópio Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, a equipe descobriu algo que pode explicar o comportamento observado. É que, talvez, a nebulosa planetária PM 1–322 pode não estar sozinha, mas sim associada a um objeto brilhante.

Ele foi chamado de ZTFJ201451.59+120353.4, e pode ser formado pelos restos da estrela que criou a nebulosa planetária. Para os autores, as mudanças de brilho neste sugerem que pode ter uma estrela vizinha que causa eclipses periódicos nele.

Um evento do tipo foi observado em 2022 e pareceu durar seis meses. Além disso, os autores descobriram que a variabilidade de ZTFJ201451.59+120353.4 muda em períodos de seis ou 12 anos.

Eles concluíram que a interpretação mais provável disso é que o objeto envolve uma estrela quente central cercada por discos de poeira, uma nebulosa estendida e uma possível estrela vizinha. “Novas observações são necessárias para revelar a verdadeira natureza deste objeto enigmático”, acrescentaram.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: arXiv; Via: Space.com