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NASA mostra restos de explosão estelar em vídeos em timelapse

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

NASA/CXC/SAO/J. Schmidt, J. Major, A. Jubett, K. Arcand
NASA/CXC/SAO/J. Schmidt, J. Major, A. Jubett, K. Arcand

Novos vídeos trazem em detalhes a Nebulosa do Caranguejo e Cassiopeia A, alguns dos objetos mais famosos conhecidos. A NASA publicou as novas animações em timelapse nesta quarta-feira (24), produzidas a partir dos dados de raios X coletados pelo telescópio espacial Chandra ao longo de duas décadas.

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As animações mostram as mudanças pelas quais estes remanescentes de supernova passaram ao longo dos anos. Os registros são uma ótima representação de como o Chandra é capaz de documentar mudanças em objetos astronômicos.

Em um comunicado, a NASA destacou que estas mudanças ficam ainda mais evidentes nos detritos das supernovas e da radiação que sobraram depois da explosão das estrelas que formaram os objetos. 

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A Nebulosa do Caranguejo é o resultado de uma estrela que explodiu em supernova em 1054, a 6.500 anos-luz da Terra. Em seu centro está uma estrela de nêutrons, uma estrela de altíssima densidade produzida pela supernova. 

Confira:

O Chandra passou mais de 22 anos observando a Nebulosa do Caranguejo e flagrou algumas alterações no anel e nos jatos dela. No entanto, os vídeos anteriores mostravam períodos de observação muito menores, que duraram no máximo 7 meses.

Foi assim que o telescópio capturou variações nos jatos de raios X visíveis somente neste vídeo. Novas observações devem ser feitas neste ano. 

Cassiopeia A (ou apenas Cas A) foi formada por uma estrela que explodiu há cerca de 340 anos. Trata-se de um dos alvos mais observados pelo Chandra desde o início da sua missão — a primeira luz do telescópio, inclusive, foi obtida a partir de observações de Cas A.

Os dados do Chandra já renderam outros vídeos de Cas A, sendo que um deles foi feito com as observações capturadas de 2000 a 2013. Já o novo vídeo mostra o que o telescópio registrou de 200 a 2019.

Entre alguns detalhes interessantes, está a região externa de Cas A, que mostra a onda da explosão. Ela é feita de ondas de choque parecidas com aquelas vindas de um avião supersônico, e em seu interior partículas são aceleradas a energias maiores que aquelas possíveis nos aceleradores de partículas mais poderosos do mundo.

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Fonte: NASA