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NASA cria novo algoritmo para monitorar chances de impactos de asteroides

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  |  • 

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urikyo33/Pixabay
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O algoritmo Sentry II é um novo algoritmo de monitoramento de asteroides próximos da Terra, capaz de aprimorar as estimativas de probabilidades de impacto. Desenvolvido por astrônomos da NASA, o sistema promete melhorar os recursos do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), para definir o risco de impactos de asteroides que se aproximam do nosso planeta.

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Atualmente, quase 28 mil asteroides próximos da Terra (ou apenas “NEA”, na sigla em inglês) foram identificados através de levantamentos com telescópios, que analisam o céu noturno continuamente e, assim, adicionam cerca de 3 mil novos objetos nesta lista a cada ano. Conforme telescópios maiores e mais avançados começam a contribuir para esta busca, é esperado que haja um aumento considerável na descoberta destes asteroides.

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O Sentry II foi desenvolvido em antecipação a este crescimento; como as trajetórias dos asteroides podem ficar perigosamente próximas da posição a Terra no futuro, os astrônomos precisam de softwares sofisticados de monitoramento para calcular automaticamente o risco de impactos. No caso do algoritmo, os cálculos de probabilidade de impacto de todos os NEAs conhecidos.

Esses cálculos incluem até mesmo aqueles que não foram identificados pelo Sentry, a versão anterior do algoritmo criada para monitorar o risco de impactos destes objetos. Os dados relacionados aos objetos de maior risco são enviados a uma tabela do do CNEOS; assim, ao calcular sistematicamente as probabilidades de impacto, a NASA consegue analisar todas as possíveis chances de impacto, indo de chances bem baixas a algumas em 10 milhões.

Monitorando asteroides na prática

É comum que a cultura popular represente os asteroides como rochas espaciais caóticas, viajando rapidamente pelo Sistema Solar e fazendo mudanças imprevisíveis de trajetória. Na realidade, os asteroides são objetos previsíveis que seguem caminhos orbitais conhecidos ao redor do Sol — mas, mesmo assim, esses caminhos podem ficar próximos demais da posição da Terra. Além disso, devido a algumas incertezas envolvidas nas posições dos asteroides, não é possível descartar completamente a possibilidade de algum impacto ocorrer no futuro.

Conforme viajam pelo Sistema Solar, a influência gravitacional do Sol e dos planetas afetam a trajetória destes objetos de formas previsíveis. O algoritmo Sentry criava modelos dos efeitos destas forças gravitacionais com alta precisão, e ajudava os astrônomos a descobrir onde as rochas estariam no futuro. Entretanto, o software não incluía as forças não-gravitacionais envolvidas, como as forças térmicas vindas do calor da luz solar.

Para entender melhor como isso acontece, confira o vídeo abaixo, que ilustra os efeitos das forças gravitacionais e não-gravitacionais envolvidas nas mudanças da órbita do asteroide Bennu:

Outro problema com o algoritmo original é que, às vezes, ele não conseguia prever com precisão a probabilidade de impactos de asteroides que passaram extremamente perto da Terra. Nestas situações, intervenções manuais eram necessárias para evitar cálculos errôneos. Este tipo de limitação não acontece com o Sentry-II: o novo algoritmo modela milhares de pontos aleatórios em uma região de incerteza.

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Como pode haver incertezas em relação à posição observada do asteroide, a órbita mais provável pode não ser a verdadeira; esta fica em uma “região de incerteza”, formada pelas possibilidades que envolvem a órbita mais provável. Assim, o Sentry-II modela milhares de pontos aleatórios espalhados por essa região, para depois analisar as possíveis órbitas que possam atingir a Terra e que estejam dentro de toda a área incerta.

Na prática, isso significa que os cálculos de determinação orbital não dependem de considerações prévias sobre as partes da região de incerteza que, talvez, levem a um impacto. Com isso, o Sentry-II consegue explorar cenários de probabilidade bem baixa de impactos — estes, que podem não ter sido detectados pelo Sentry original.

O artigo que descreve o algoritmo foi publicado na revista The Astronomical Journal.