JAXA revela que o asteroide Ryugu tem menos água do que o previsto

Por Patrícia Gnipper | 19 de Março de 2019 às 21h50
JAXA

A agência espacial japonesa JAXA liberou os primeiros resultados científicos da missão Hayabusa2, que está estudando o asteroide Ryugu de pertinho. O trabalho foi publicado na revista Science e revela surpresas sobre esta pequena rocha espacial.

As observações iniciais da missão revelaram que o asteroide se trata de uma pilha de escombros uniformes contendo menos água do que o previsto, em vez de ser uma massa úmida de rochas de formatos diferentes como se imaginava anteriormente. Ryugu é mais negro do que carvão e se parece bastante com os condritos carbonosos encontrados aqui na Terra — meteoritos raros contendo carbono cuja estrutura interna foi alterada pela ação de calor ou por choques. Ainda, os resultados sugerem que o interior do asteroide contém rochas de mesmo tamanho, potencialmente fragmentos que caíram de um corpo maior durante um impacto.

A baixa densidade da superfície de Ryugu, apenas um pouco mais alta do que a da água ou quase igual à do carvão, sugere que o objeto é uma pilha de entulho espacial poroso, e o material espalhado em sua superfície indica que o asteroide experimentou um período de rápida rotação em seu passado. Além disso, a superfície do objeto está repleta de pedregulhos de tamanhos variados e com cores diversas.

Os resultados iniciais da missão já estão ajudando os cientistas da JAXA a escolher um local ideal para a coleta de novas amostras, sendo que a Hayabusa2 trará essa coleta à Terra em 2020. A nave foi lançada em dezembro de 2014 e chegou ao asteroide no ano passado; desde então, já nos enviou imagens incríveis de Ryugu e conseguiu fazer um pouso rápido para coletar uma primeira amostra, quando liberou um projétil na superfície e, então, recolheu os detritos. Em breve, será lançado um explosivo para abrir uma cratera de onde serão coletadas amostras de rochas internas, que ficam abaixo da superfície, pois a ideia é estudar não somente o que está ao alcance da sonda, como também o interior do objeto.

Estudar Ryugu pode dar insights sobre como minerais são liberados do Cinturão de Asteroides para a Terra, e também pode nos ajudar a entender ainda melhor a história do Sistema Solar.

Fonte: Gizmodo

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