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Galáxias anãs ultracompactas resistem a encontro com galáxias maiores

Por| Editado por Patricia Gnipper | 14 de Novembro de 2023 às 10h13

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NOIRLab/NSF/AURA/M. Zamani
NOIRLab/NSF/AURA/M. Zamani

Cerca de 106 galáxias prestes a se tornarem anãs ultradensas foram detectadas perto do aglomerado de Virgem, após terem parte de suas estruturas “devoradas” por galáxias maiores. A descoberta finalmente preenche a lacuna que faltava para explicar como alguns núcleos galácticos densos se separaram de suas estruturas externas.

Assim como a nossa Via Láctea, outras grandes galáxias também cresceram devorando suas vizinhas menores, um processo que parece comum em um universo onde a gravidade comanda incontáveis interações entre tudo aquilo que possui massa.

Geralmente, as galáxias anãs são completamente absorvidas pelas suas contrapartes maiores, deixando poucos rastros detectáveis na forma de trilha de estrelas em fluxos inconsistentes com as galáxias das quais agora fazem parte.

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Entretanto, estudos mostraram que algumas galáxias podem ser densas o suficiente para sobreviver ao banquete das “canibais” massivas. Para isso, basta possuir um núcleo compacto capaz de se manter unido, enquanto seus envelopes externos são destroçados pela influência gravitacional das galáxias gigantes.

Os astrônomos já desconfiavam que isso poderia acontecer desde a descoberta de objetos chamados anãs ultracompactas (UCDs, da sigla em inglês), há cerca de duas décadas. Supunha-se que UCDs sejam os núcleos resistentes de galáxias anãs parcialmente devoradas, e o novo estudo trouxe a primeira evidência de um estágio intermediário desse processo.

Com dados do Telescópio Gemini Norte, no Havai, os autores do novo estudo encontraram cerca de 106 galáxias com sinais de rompimento de suas camadas exteriores, porém mantendo seus núcleos compactos. Quando elas perderem todas as suas camadas externas, se tornarão UCDs em estágio avançado.

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Essa descoberta é a peça que faltava para completar o processo evolutivo de uma galáxia anã se transformando em UCD, uma lacuna que até agora atrapalhava a classificação desses objetos. Além disso, o estudo sugere que ainda existem muitas outras galáxias anãs como essas ainda não encontradas.

O artigo do estudo foi publicado na Nature.

Fonte: Nature, NOIRLab