Fotos do telescópio Hubble revelam surpreendente beleza de galáxias espirais
Por Wyllian Torres • Editado por Patricia Gnipper |

Novas fotos do Telescópio Espacial Hubble revelam a surpreendente beleza de duas galáxias espirais bem distantes da Terra. Nas imagens, é possível observar as faixas de estrelas brilhantes e as densas nuvens de gás e poeira orbitando os respectivos centros galácticos.
- Como o James Webb desvendará os exoplanetas mais misteriosos que conhecemos
- O que é uma galáxia e quais são os tipos que já conhecemos?
A cerca de 57 milhões de anos-luz de distância Terra, na constelação do Centauro, encontra-se a galáxia NGC 3568. Também conhecida como AGC 27752, ESO 377-20, LEDA 33952 e IRAS 11084-3710, ela foi descoberta em 21 de abril de 1835 pelo astrônomo inglês John Herschel.
A NGC 3568 é classificada como uma galáxia espiral barrada, pois a região central de estrelas estende-se de um lado a outro da galáxia como uma verdadeira barra, enquanto os braços espirais giram ao redor da estrutura. Junto a mais outras 11 galáxias, ela faz parte do grupo denominado NGC 3557.
Segundo astrônomos que analisaram os dados do Hubble, em 2014 a luz de uma supernova vinda da NGC 3568 atingiu a Terra. “Foi descoberta por astrônomos amadores do Backyard Observatory Supernova Search na Nova Zelândia”, acrescentaram.
Ao combinarem observações terrestres com as obtidas pelas ferramentas do Hubble, a equipe de astrônomos conseguiu construir as conexões entre as estrelas jovens e as nuvens de gás frio — das quais as estrelas se formam.
Galáxia espiral ainda mais distante
Em uma visão panorâmica, a galáxia espiral UGC 11537, localizada a cerca de 230 milhões de anos-luz na constelação de Aquila, aparece com seus braços orbitando o centro galáctico. As estrelas aparecem em meio as nuvens escuras dispersas pela galáxia.
A UGC 11537 aparece quase na mesma direção do plano galáctico da Via Láctea. Por isso, algumas estrelas da nossa galáxia se destacam bem brilhantes à frente. Os feixes de luz que acompanham essas estrelas, são as pontas de difração — resultado da luz com a estrutura do espelho secundário do Hubble.
Essa imagem surgiu enquanto os astrônomos faziam observações para estimar a massa de buracos negros supermassivos no núcleo das galáxias. Junto aos dados terrestres, eles conseguiram criar modelos detalhados da massa e movimento das estrelas nessas galáxias e delimitar a massa dos buracos negros.
Ambas as observações aguardam ansiosamente pelo lançamento do Telescópio Espacial James Webb — previsto para o dia 22 desse mês —, o qual fornecerá uma capacidade de observação do espaço superior a do Hubble.
Fonte: NASA