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Forte tempestade geomagnética do Dia das Mães criou "bolhas" na atmosfera

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NASA
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Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, descobriram que uma forte tempestade geomagnética recente criou bolhas na atmosfera superior da Terra. O evento ocorreu no Dia das Mães após uma tempestade solar intensa atingir nosso planeta. 

O Sol disparou uma poderosa ejeção de massa coronal, cujas partículas chegaram ao nosso planeta em 10 de maio e causaram uma tempestade geomagnética. Depois, outra mancha solar emitiu mais partículas, que poderiam causar uma nova tempestade até segunda-feira (13). 

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Eles analisaram os efeitos da tempestade na chamada “camada E”, uma parte da ionosfera terrestre encontrada a mais de 90 km acima do nível do mar. “A camada E esporádica não foi muito estudada durante a tempestade solar, porque parece ser pouco afetada por elas”, comentou Huixin Liu, autor que liderou o estudo. 

Mesmo assim, ele e os demais autores decidiram analisar esta camada para verificar se a tempestade ocorrida no Dia das Mães causou algum efeito - e deu certo. “O que encontramos foi muito interessante”, acrescentou. A equipe identificou porções de maior densidade na ionização conhecidas como “camadas E esporádicas”, que apareceram repentinamente na ionosfera.

Para coletar os dados, eles trabalharam com os satélites da rede COSMIC-2 e mais de 30 instrumentos em solo. O esforço valeu a pena: eles conseguiram grande quantidade de dados durante a tempestade e após seu fim, que permitiram a criação de um mapa global da atividade da camada esporádica E.

Segundo Liu, a análise mostrou que as camadas esporádicas se formaram após a fase principal da tempestade solar, a chamada fase de recuperação. As camadas ocorreram primeiro a latitudes mais altas, na região dos polos, e se estenderam pouco a pouco para o equador. “Essa característica de propagação de latitudes altas para baixas sugere que as camadas E esporádicas são provavelmente causadas pelos ventos neutros perturbados na região E””, acrescentou. 

Entender este fenômeno é importante para os cientistas, porque pode perturbar as faixas de frequência alta e muito alta da comunicação de rádio, bastante usadas na navegação e em outras áreas. 

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters

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Fonte: Space.com