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Europa | Lua de Júpiter que parece habitável teria pouco oxigênio

Por| Editado por Luciana Zaramela | 05 de Março de 2024 às 10h43

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 NASA, JPL-Caltech, SwRI, MSSS; Andrea Luck
NASA, JPL-Caltech, SwRI, MSSS; Andrea Luck

A superfície congelada de Europa, uma das luas de Júpiter, parece ter menos oxigênio do que se pensava. A descoberta vem de um novo estudo liderado por James Szalay, da Universidade de Princeton, e se confirmada, sugere que Europa pode não ser tão habitável quanto parecia. 

Este satélite natural é coberto por uma camada de gelo, que parece esconder um oceano salgado. Com estas características, Europa é considerada um dos lugares com condições mais adequadas para a busca por vida em nosso Sistema Solar. 

Só que a vida como conhecemos precisa de oxigênio, elemento investigado por meio dos dados da missão Juno no novo estudo. Szalay e seus colegas analisaram a quantidade de oxigênio produzida na superfície da lua, que poderia servir como uma fonte do elemento para seus oceanos

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Com os dados da Juno, a equipe de cientistas da Europa e Estados Unidos calculou que entre 6 kg e 18 kg de oxigênio seriam produzidos a cada segundo na superfície da lua — entretanto, estimativas anteriores apontavam que mais de uma tonelada de oxigênio seria formada por segundo. 

Os resultados sugerem que este mundo gelado produz menos oxigênio do que os astrônomos esperavam. “Está no menor limite que esperávamos, mas não é totalmente proibitivo [para a habitabilidade]”, explicou o autor. 

Vida extraterrestre

Mais estudos são necessários para confirmar os resultados, que são bastante contrários a observações anteriores do oxigênio presente no gelo de Europa. Tais dados sugeriram que o elemento estaria presente em maior concentração. 

Mesmo assim, vale lembrar que os resultados não significam que Europa tem condições desfavoráveis para o desenvolvimento de vida. "Não sabemos realmente a quantidade de oxigênio necessária para criar vida", disse Fran Bagenal, cientista planetária da Universidade do Colorado. "Portanto, o fato de ser menor do que algumas estimativas anteriores, baseadas em 'pensamento positivo', não é um problema."

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

Fonte: Nature Astronomy; Via: The Guardian, NY Times