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Este é o plano da NASA para o telescópio Hubble continuar ativo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 05 de Junho de 2024 às 13h19

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Apesar da sua falha mais recente, o telescópio Hubble vai continuar funcionando — só que de um jeito diferente. Na terça (4), a NASA anunciou que após vários testes e análises das possibilidades, decidiram iniciar o processo de transição para que o observatório funcione com um só giroscópio. 

Pode ficar tranquilo, pois isso não significa que chegou o momento de aposentar o querido telescópio. “Esta mudança vai permitir que o Hubble continue explorando os segredos do universo ao longo desta década e da próxima, e a maioria das observações não vai ser afetada”, explicou a agência espacial no comunicado.

Os giroscópios são dispositivos que ajudam a equipe da missão a apontar o Hubble aos alvos desejados no espaço. Estes componentes já falharam algumas vezes e foram substituídos por astronautas em missões de manutenção, sendo que a última delas foi conduzida em 2009. 

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Segundo a NASA, desta vez não é possível consertar o giroscópio que falhou; portanto, o telescópio tem dois deles em bom estado em meio ao total de seis. O sistema do Hubble costuma usar três, enquanto os outros três ficam de reserva.

Isso não significa que a quantidade é obrigatória, já que o telescópio já funcionou com apenas dois giroscópios. É aqui que entra a mudança: ao colocar o Hubble em funcionamento com um só giroscópio, o outro se torna uma reserva, pronto para entrar em ação quando for necessário.

Futuro do telescópio Hubble

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“Operacionalmente, acreditamos que essa é a nossa melhor abordagem para continuar apoiando a ciência do Hubble nesta década e na próxima, já que a maioria das observações que ele faz não vai ser afetada por essa mudança”, explicou Mark Clampin, diretor da Divisão de Astrofísica e Diretoria de Missão Científica da NASA. 

Mas haverá, sim, algumas mudanças — por exemplo, vai demorar mais para a equipe alternar entre os objetos observados pelo Hubble. Além disso, o telescópio não vai mais poder estudar objetos em movimento que estejam mais perto da Terra que Marte. Mas, segundo Patrick Crouse, o gerente de projeto do Hubble, “este alvos já se tornaram raros para o telescópio ao longo dos anos”. 

Apesar de a NASA estimar que o Hubble deve continuar ativo até a próxima década, vale lembrar que sua órbita está decaindo lentamente. Uma forma de evitar que acabe queimado na reentrada seria levá-lo a uma órbita mais alta e estável com a ajuda de uma nave da SpaceX; no entanto, Clampin declarou que, após a NASA explorar as capacidades comerciais atuais, não há planos para fazer isso. 

Fonte: NASA