Estágio de foguete russo explode no espaço e deixa detritos na órbita terrestre

Por Daniele Cavalcante | 12 de Maio de 2020 às 16h04

O estágio superior de um foguete russo que estava na órbita da Terra explodiu e seus destroços caíram no Oceano Índico na sexta-feira (8), de acordo com a agência espacial russa Roscosmos. Os detritos que permanecem no espaço podem ser uma ameaça para os satélites em órbita, e a agência está analisando a gravidade da situação.

De acordo com o US 18 Space Control Squadron, que rastreia todos os objetos na órbita da Terra, devem existir pelo menos 65 detritos da precipitação. A Roscosmos afirmou que está “trabalhando para coletar dados para confirmar os parâmetros de quantidade e órbita dos fragmentos”.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

O objeto que se desintegrou foi o estágio superior chamado Fregat-SB, usado em lançamentos de foguetes como o Zenit e Soyuz. Em 2011, ele levou o radiotelescópio russo Spektr-R para o espaço e ficou em órbita desde então. A explosão aconteceu entre as 2 e as 3 da manhã (horário de Brasília) de sexta-feira (8). O radiotelescópio transportado pelo estágio já havia parado de responder em janeiro do ano passado, e a missão já estava encerrada desde então.

Sempre que um satélite é lançado ao espaço, elementos são deixados para trás, e esse é o caso dos estágios superiores dos foguetes. Eles são itens importantes para colocar os satélites na posição correta, mas, após concluir a tarefa, tornam-se apenas mais um lixo espacial inútil. “Os estágios superiores dos veículos de lançamento contribuem para os detritos espaciais quando eles não têm capacidade de impulso suficiente para saírem da órbita após colocarem sua carga em posição”, afirma o Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica.

Uma única explosão é suficiente para criar um efeito dominó capaz de explodir uma série de satélites ativos e inativos que estão ao redor do planeta. Felizmente não foi esse o caso dessa vez, mas, se isso acontecer, a reação em cadeia poderia inutilizar toda a baixa órbita da Terra.

Fonte: Space Daily, Business Insider

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.