Empresa japonesa usará ímãs para limpar lixo espacial da órbita terrestre

Por Redação | 15 de Agosto de 2017 às 17h55

Aproximadamente 170 milhões de pedaços de equipamentos construídos pelo homem estão orbitando a Terra neste exato momento, de acordo com estimativas da Agência Espacial Europeia (ESA). Tanto lixo espacial, como esses resquícios são chamados, está circulando nosso planeta a uma velocidade de aproximadamente oito quilômetros por segundo — dez vezes mais rápido do que uma bala de arma de fogo. Enquanto alguns pedaços são tão grandes quanto um caminhão, outros são pequeninos, mas, ainda assim, representam um risco enorme ao funcionamento de satélites e naves espaciais.

Segundo Heiner Klinkrad, chefe do departamento que cuida de lixo espacial na ESA, uma colisão com um pedaço de lixo de um centímetro a essa velocidade pode ter a mesma força da explosão de uma granada. Pensando em começar a solucionar o problema, limpando a nossa órbita desses materiais, a empresa japonesa Space Sweepers está desenvolvendo um sistema que conta com ímas para atrair esses destroços em direção à atmosfera, destruindo-os no ar.

O sistema está em desenvolvimento graças a uma parceria com a Astroscale, que está criando dois tipos de satélites: enquanto um é um microssatélite capaz de coletar dados para mapear exatamente onde se encontram os pedaços de lixo espacial, o outro, chamado End-of-Life Service (ELSA) capturará, de fato, esses destroços.

“Nós equipamos o ELSA com câmeras — sensores que medem distâncias e coisas do tipo. Ao usar esses sensores e câmeras, nós determinaremos sua localização para tornar mais fácil a captura” dos objetos”, explicou a companhia, que pretende fazer a primeira exibição do satélite “faxineiro” em outubro de 2019.

Fonte: CNN