Elon Musk promete que satélites Starlink terão redutores de brilho em breve

Por Daniele Cavalcante | 27 de Abril de 2020 às 16h21
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Astrônomos estão preocupados com a interferência que os satélites Starlink causam nas observações do céu noturno. Por isso, a SpaceX decidiu revestir os instrumentos para que sejam menos reflexivos. A empresa já lançou um satélite com um revestimento em caráter de testes, o que não deu muito certo, mas uma nova abordagem será testada em breve.

Em janeiro passado, a SpaceX testou o “DarkSat”, uma única unidade com um revestimento criado para tentar tornar o satélite menos brilhante. Embora tenha sido bem sucedido em ser mais escuro que os demais satélites da constelação, o DarkSat ainda não foi discreto o suficiente para tranquilizar os astrônomos. A frota continua visível a olho nu.

Por isso, SpaceX criou um novo acessório. De acordo com uma publicação de Musk no Twitter, todos os satélites receberão uma proteção contra os raios solares a partir do novo lançamento. Essa proteção é feita de uma espuma escura especial, que deverá absorver grande parte da luz, evitando assim o reflexo que torna os satélites brilhantes. Além disso, o acessório é “transparente” para o rádio, então não vai atrapalhar a transmissão de sinais.

Os satélites equipados com guarda-sol começarão a voar em breve, no nono lançamento do projeto. A decolagem de quarta-feira foi o lançamento 7 e o lançamento 8 está previsto para maio.

Evitando colisões

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos aprovou, por unanimidade, novas regras para evitar colisões entre os muitos satélites no espaço - ainda mais com o crescente aumento da constelação Starlink. As novas regras representam a primeira atualização dessas políticas em 15 anos, e serão impostas à SpaceX e outras empresas que pretendem lançar outros milhares de satélites de banda larga à órbita.

Essas mudanças incluem uma exigência para que as empresas “atribuam valores numéricos ao risco de colisão, probabilidade de êxito no descarte pós-missão e risco de acidentes associados aos satélites que entrarão novamente na atmosfera da Terra”. As empresas também terão novos requisitos relacionados à proteção de naves habitáveis, manobrabilidade, uso de dispositivos de implantação, liberação de líquidos persistentes, entre outras questões.

De acordo com o presidente da FCC, Ajit Pai, as novas regras buscam mitigar o risco representado por detritos orbitais e, ao mesmo tempo, prosseguir com a tarefa de ajudar a “inovação espacial” com uma regulamentação favorável. A FCC espera “continuar trabalhando com o setor privado e outras agências governamentais para implementar soluções de bom senso para realizar o trabalho”.

Fonte: Space.comArsTechnica

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