Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (15/08 a 21/08/2020)

Por Daniele Cavalcante | 22 de Agosto de 2020 às 11h00
Tudo sobre

NASA

Saiba tudo sobre NASA

Ver mais

"Sabadou" com mais uma seleção de imagens da NASA, compiladas e explicadas aqui pelo Canaltech. Nesta semana, a equipe do Astronomy Picture of the Day (APOD) escolheu temas bastante variados, incluindo alguns dos fenômenos visíveis na Terra, como a chuva de meteoros Perseidas e o eclipse de Marte pela nossa Lua.

Também estão inclusas algumas galáxias fascinantes, uma delas com um buraco negro supermassivo em seu núcleo e outra que teve suas espirais esticadas por processamento digital. A lua Titã, de Saturno, que normalmente é escondida por uma camada de nuvem, é revelada em imagens de infravermelho e mundos são encontrados na órbita de uma estrela parecida com o Sol.

E falando no Sol, um vídeo super especial mostra as alterações na superfície da nossa estrela enquanto gira em torno de si mesmo.

Sábado (15/08) - eclipse de Marte

Imagem: Sergio Scauso

No início do mês, os habitantes da América do Sul tiveram a oportunidade de ver um eclipse peculiar: a Lua minguante cobrindo totalmente a visão de Marte. Esta imagem, capturada em Córdoba, Argentina, capturou bem o fenômeno, mostrando uma lua com suas crateras em primeiro plano e o planeta adjacente, momentos antes de ser eclipsado.

Poucos minutos depois, Marte atravessava o caminho necessário para reaparecer do outro lado do nosso satélite natural. Como os alinhamentos não mudaram muito, o eclipse se repetirá nas próximas duas vezes que a Lua passar por esta mesma parte do céu. Isso acontecerá no início de setembro e início de outubro.

Domingo (16/08) - super buraco negro 

Imagem: ESA/Hubble/NASA/Judy Schmidt

Bem no centro deste redemoinho deve existir um buraco negro supermassivo, pra lá de colossal. É que estamos olhando para uma galáxia, chamada NGC 6814, localizada na direção da constelação de Aquila. E, como toda galáxia, ela pode ter em seu coração um desses titãs misteriosos devoradores de matéria e de luz.

No caso dessa besta cósmica em particular, as evidências mostram que se trata de um buraco negro com cerca de 10 milhões de vezes a massa do nosso Sol, que engole estrelas e gás e é cercada por um fosso giratório de plasma quente que emite rajadas de raios-X.

A atividade central é tão violenta que a galáxia recebeu a designação de galáxia Seyfert. As Seyfert são galáxias espirais que possuem núcleos extremamente pequenos e muito luminosos, contribuindo com metade da luminosidade total da galáxia na faixa visível do especto eletromagnética. Isso significa duas coisas - que é uma galáxia ativa e que essa atividade é resultado dos banquetes que alimentam o buraco negro supermassivo.

Segunda-feira (17/08) - Perseidas

Imagem: Jingyi Zhang

Estes são os meteoros são da chuva Perseidas, que atingiu o pico na semana passada. A imagem é composta por várias exposições e combina não apenas diferentes direções da projeção 360, mas diferentes momentos em que meteoros cruzaram momentaneamente o céu.

Todos os meteoros Perseidas parecem vir de um mesmo ponto do céu - a constelação de Perseu, que está no canto inferior esquerdo -, até mesmo as trilhas de meteoros aparentemente curvas. Na verdade, elas são linhas retas, mas que sofrem o efeito de distorção da exposição fotográfica prolongada e em 360 graus.

A imagem foi tirada da Mongólia Interior, China, onde os campos se encontram com dunas de areia. Muitos objetos interessante também são visíveis neste céu noturno, como o arco central da Via Láctea e os planetas Saturno e Júpiter à direita.

Terça-feira (18/08) - mundos em outros sóis

Imagem: ESO/A. Bohn 

O Sol é um tipo bem comum de estrelas. Por isso não seria nada surpreendente se encontrássemos outros planetas orbitando uma estrela semelhante à nossa. É o caso desses dois mundos, que estão ao redor de uma estrela chamada TYC 8998-760-1.

A descoberta deles foi a primeira vez que um par de planetas era fotografado diretamente em torno de uma estrela semelhante ao Sol. Com 17 milhões de anos, a estrela-mãe é muito mais jovem do que nosso Sol, que tem 5 bilhões de anos. Além disso, estes exoplanetas são mais massivos que Júpiter e Saturno, e orbitam a uma distância bem maior de sua estrela do que os gigantes do Sistema Solar.

Esses mundos foram encontrados pelo Very Large Telescope da ESO através da luz infravermelha.

Quarta-feira (19/08) - rotação do Sol

O Sol gira em torno de si mesmo, e enquanto faz isso, algumas coisas nele mudam consideravelmente. No vídeo, o Sol é mostrado em várias faixas de onda diferentes, e gira em velocidade acelerada (ele não é tão rápido assim), revelando as alterações que ele sofre em sua superfície.

As imagens capturadas pelo Solar Dynamics Observatory da NASA mostram a rotação durante um mês inteiro de 2014. Na grande imagem à esquerda, a cromosfera solar é retratada em luz ultravioleta, enquanto a imagem menor e mais clara no canto superior direito mostra a fotosfera solar que vemos, ou seja, na luz visível. O resto das seis imagens mostram os raios-X emitidos por átomos de ferro relativamente raros localizados em diferentes alturas da coroa, por isso são mostradas cada uma com uma cor falsa diferente, para que possamos identificar.

O Sol leva pouco menos de um mês para girar completamente e gira mais rápido no equador. Uma região grande e ativa de manchas solares é exibida logo após o início do vídeo, e logo vemos efeitos sutis, como as alterações na textura da superfície. Mas também há efeitos mais dramáticos, como inúmeros flashes em regiões ativas. Quando o vídeo termina, aquela região grande e ativa região de manchas solares aparece novamente à vista, mas agora com uma aparência diferente.

Quinta-feira (20/08) - a superfície escondida de Titã

Imagem: VIMS Team/U. Arizona/U. Nantes/ESA/NASA

Embora Titã seja uma lua grande, a maior de Saturno e a segunda maior do Sistema Solar, é bem difícil ver o que se passa em sua superfície. É que este mundo é coberto por uma atmosfera densa, com partículas suspensas que criam uma névoa quase impenetrável. Mas é possível ver o que há por trás dessa camada em comprimentos de onda infravermelhos.

Nesta imagem, Titã é exibida em uma imagem de luz visível (centro) e outras ao redor em infravermelho. Essas são as imagens mais nítidas da lua já obtidas até agora. As cores falsas são resultado de 13 anos de dados de obtidos pelo Espectrômetro de Mapeamento Visual e Infravermelho (VIMS) a bordo da nave Cassini.

Sexta-feira (21/08) - espiral esticada

Imagem: Hubble Heritage Project/Paul Howell

Os braços galáxia espiral M51, de 60.000 anos-luz de diâmetro, foram desenrolados e esticados nesta transformação digital. A imagem original é uma das fotos clássicas do Telescópio Espacial Hubble, feita em 2005. Esta galáxia é uma das nebulosas espirais, ou seja, foi um dos objetos cósmicos que antes eram considerados nebulosas antes de se descobrir que, na verdade, se tratavam de galáxias longe da Via Láctea. Outro exemplo de nebulosa espiral é a Andrômeda.

Os braços sinuosos das galáxias espirais formam uma curva matemática conhecida como espiral logarítmica, que é uma espiral cuja separação cresce de modo geométrico de acordo com o aumento da distância do centro. Foi através dessa lógica que, de modo reverso, a galáxia teve as esperais desenroladas nesta imagem, alterando as coordenadas de cada pixel em relação ao centro da M51, e pameando os braços em linhas retas diagonais.

A imagem transformada mostra que os braços galácticos são traçados pela formação de estrelas, alinhadas em regiões ricas em estrelas rosadas e os agrupamentos de estrelas azuis. Acima está a galáxia companheira NGC 5195.

Fonte: APOD

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.