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Destaque da NASA: supernova próxima da Terra é a foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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Craig Stocks
Craig Stocks

A supernova mais próxima da Terra já vista nos últimos anos foi encontrada, e ela aparece na foto destacada pela NASA nesta segunda (22). Chamada SN 2023ixf, ela foi observada na galáxia M101 (ou Galáxia do Cata-vento), a cerca de 21 milhões de anos-luz da Terra.

Devido à sua localização, a SN 2023ixf é considerada a supernova mais próxima de nós já identificada nos últimos cinco anos e a segunda mais perto vista na última década. Ela pode ser observada no céu do hemisfério norte através de telescópios amadores.

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A foto acima foi capturada há apenas dois dias, e indica a posição da supernova na galáxia. É provável que ela fique ainda mais brilhante, permanecendo visível aos “olhos” dos telescópios nos próximos meses.

Ela foi identificada há apenas três dias pelo astrônomo Koichi Itagaki. Após a descoberta, observações de acompanhamento revelaram que a SN 2023ixf é uma supernova do Tipo II, o que significa nasceu do fim de uma estrela massiva, que ficou sem combustível para a fusão nuclear e colapsou.

O que é uma supernova?

As supernovas acontecem quando estrelas massivas chegam ao fim de suas vidas e explodem. Elas são eventos tão poderosos que podem ofuscar galáxias inteiras, liberando mais energia do que o Sol vai emitir em toda sua vida.

Elas podem ser dos Tipos I e II. Aquelas do Tipo I acontecem em sistemas estelares binários, formados por uma estrela e uma anã branca. Conforme esta captura e acumula gás de sua vizinha, ela é lentamente comprimida e inicia uma reação nuclear em seu interior, até que é detonada em uma intensa supernova.

Já as do Tipo II, como aquela observada na Galáxia do Cata-vento, acontecem quando estrelas até 15 vezes mais massivas que o Sol esgotam os elementos disponíveis para a fusão nuclear e esfriam. Com isso, a pressão no interior da estrela diminui e "ganha" da gravidade, fazendo com que a estrela colapse sobre si própria e emita enormes ondas de choque, que a fazem explodir.

Fonte: APOD