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Destaque da NASA: superlua azul e Templo de Poseidon na foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Alexandros Maragos
Alexandros Maragos

A foto destacada nesta terça (20) pela NASA em seu site Astronomy Picture of the Day traz a beleza da superlua que ocorreu na segunda (19). O fenômeno fez com que a Lua parecesse ser um pouquinho mais brilhante e maior que de costume, encantando observadores no Brasil e em outros países.

A Lua orbita a Terra em trajetória elíptica (oval), o que faz com que ora se aproxime, ora se afaste do nosso planeta. Já a superlua ocorre quando ela chega à fase cheia enquanto está no ponto de proximidade máxima da Terra, ou perto dele. 

Apesar de a superlua parecer maior e mais brilhante, estas diferenças são bastante discretas e quase imperceptíveis a olho nu. Mesmo assim, vale acompanhar o fenômeno. 

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Caso você não tenha conseguido ver a superlua, pode admirá-la na foto de Alexandros Maragos. O fotógrafo a registrou subindo pelo céu por trás das colunas do Templo de Poseidon, na Grécia.

Esta superlua também foi considerada uma Lua Azul, definição dada à terceira fase cheia em meio a quatro delas em uma só estação astronômica. 

Uma curiosidade interessante é que esta foi a primeira superlua das quatro que vão ocorrer em sequência em setembro, outubro e novembro. 

O que é a Lua azul?

Para entender o que é a Lua azul, vale lembrar que o ciclo de fases da Lua leva 29,5 dias para acontecer; portanto, 12 ciclos lunares ocorrem em 354 dias. Isso significa que a cada 2,5 anos, ocorre uma 13ª fase cheia em um ano do calendário. 

É aqui que entra a Lua azul. Como mencionamos acima, uma das definições considera a terceira fase cheia em uma estação astronômica (período entre o solstício e equinócio, e vice-versa) com quatro delas. A outra descreve a segunda fase cheia em um mesmo mês do calendário, que foi o que aconteceu na segunda (19). 

No fim das contas, isso significa que a cor do nosso satélite natural não muda durante a Lua azul. Por outro lado, o disco lunar pode, sim, apresentar cor azulada em algumas ocasiões raríssimas. 

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Foi o que aconteceu em 1883, quando o vulcão Krakatoa, na Indonésia, entrou em erupção e ejetou materiais a até 80 km de altitude. As pequenas partículas de cinzas funcionaram como um filtro na atmosfera, dispersando a luz vermelha e deixando a Lua com aparente cor azulada por alguns dias. Mesmo assim, a mudança de cor na nossa perspectiva de observação não tem relação com a Lua Azul. 

Fonte: APOD