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Destaque da NASA: nebulosas planetárias são foto astronômica do dia

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Fevereiro de 2024 às 13h07

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Julien Cadena & Mickael Coulon
Julien Cadena & Mickael Coulon

A foto destacada pela NASA nesta segunda-feira (12) traz nebulosas planetárias em dose dupla na constelação Cassiopeia. A imagem mostra Heckathorn-Fesen-Gull 1 (HFG1) e Abell 6, remanescentes de estrelas que chegaram ao fim dos seus ciclos. 

Na parte inferior esquerda da foto, está a nebulosa planetária Heckathorn-Fesen-Gull 1 (HFG1). Ela nasceu de V664 Cas, um sistema estelar binário formado por uma anã branca e uma gigante vermelha orbitando um centro de massa. 

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Como se move a uma velocidade 300 vezes maior que aquela do trem mais rápido da Terra, V664 Cas formou uma onda de choque em formato de arco azulado. Esta onda interage mais intensamente com o meio interestelar nas áreas em que o arco é mais brilhante.

Já Abell 6 tem formato que lembra uma bolha, típico das nebulosas planetárias. Devido às belas cores e formatos curiosos, as nebulosas planetárias são alguns dos objetos favoritos dos astrofotógrafos.  

O que é uma nebulosa planetária?

Apesar do que o nome indica, as nebulosas planetárias não têm relação nenhuma com planetas. Elas são regiões de gás e poeira formadas por estrelas intermediárias que morrem e expandem suas camadas, transformando-se em gigantes vermelhas.

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Nesta etapa, estas estrelas continuam liberando gás enquanto seus núcleos se contraem e emitem energia outra vez. A energia liberada ioniza os gases expelidos pela estrela, fazendo com que emitam luz — eis que se forma uma nebulosa planetária. 

Elas são classificadas como nebulosas de emissão e duram cerca de 20 mil anos, ou seja, são uma etapa breve no ciclo das estrelas. Já os nomes delas se devem às observações feitas há 250 anos com instrumentos menos potentes que aqueles de hoje, quando astrônomos as viram e pensaram se tratar de planetas gasosos.

Fonte: APOD