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Destaque da NASA: Galáxia do Cata-vento é a foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA, ESA, CFHT, NOAO,Kuntz, Bresolin, Trauger, Mould,H.Chu
NASA, ESA, CFHT, NOAO,Kuntz, Bresolin, Trauger, Mould,H.Chu

A galáxia M101 está na foto destacada pela NASA nesta sexta (2), produzida a partir de observações do telescópio Hubble. Também chamada de Galáxia do Cata-vento, ela é do tipo espiral e tem quase o dobro do tamanho da Via Láctea.

O disco da M101 se estende por quase 170 mil anos-luz e é repleto de estrelas, gás e poeira. Estimativas sugerem que a galáxia abriga pelo menos um trilhão de estrelas em seu interior; delas, 100 bilhões podem ter temperatura e tempo de vida semelhantes ao Sol.

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A foto acima é um mosaico formado por mais de 50 exposições do Hubble, capturadas ao longo de quase uma década. Ela tem dados da luz visível e infravermelha, e conta também com observações de telescópios em solo, que preenchem as áreas que o Hubble não observou.

Ao longo dos braços da galáxia, há grandes nebulosas formadoras de estrelas. Elas fazem parte de extensas nuvens moleculares de hidrogênio, e criam estrelas a todo vapor; na foto, os aglomerados de estrelas jovens e recém-nascidas aparecem em tons azulados.

A Galáxia do Cata-vento

A galáxia M101 foi descoberta em 1781 por Pierre Méchain, colega do astrônomo francês Charles Messier. Ela fica a cerca de 25 milhões de anos-luz de nós, ou seja, nós a vemos como era quando a luz de suas estrelas foi emitida, há 25 milhões de anos.

Ela aparece de frente para nós em nossa perspectiva, facilitando a observação de sua estrutura. Ao longo dos braços da galáxia, há regiões com novas estrelas recém-formadas, acompanhadas de estrelas antigas com brilho amarelado.

A imagem que você viu é considerada o maior e mais detalhado registro já feito de uma galáxia espiral pelo telescópio Hubble. Ela é resultado de observações obtidas durante estudos sobre a taxa de expansão do universo, formação estelar, estrelas supergigantes azuis e mais.

Fonte: APOD