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Como será que o Cinturão de Asteroides se formou entre Marte e Júpiter?

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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NASA/JPL /T. Pyle
NASA/JPL /T. Pyle

A origem do Cinturão de Asteroides, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, ainda permanece um mistério. A região é dominada por milhares de pequenos corpos irregulares, entre eles o planeta anão Ceres — o maior da região. Entre as principais teorias, se destacam duas: ou aqueles asteroides são restos de um planeta destruído, ou, então, seriam a matéria-prima para a formação de um novo, o que acabou não acontecendo, deixando "restos" para trás.

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Mas, segundo um artigo publicado na revista Astronomy desta semana, essas teorias se revelam cada vez mais improváveis por um fator muito simples: no cinturão não há material suficiente para a criação de um planeta. O cosmos, tão complexo como é, não apresentaria uma explicação tão simples e direta. O diretor de Estudos Espaciais do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SwIR), William Bottke, diz: “costumava ser uma história simples, mas nos últimos anos ficou cada vez mais complicada à medida que aprendemos mais sobre a formação do planeta”.

Ao analisarem rochas espaciais que chegam aqui na Terra, cientistas colocaram a hipótese do “planeta aniquilado” fora de questão ao verificarem uma variedade de origens entre os objetos do cinturão — e não de um único planeta dos primórdios do Sistema Solar. E embora os asteroides sejam numerosos nessa região, são muito pequenos para formar um grande corpo. Para o astrônomo Sean Raymond, do Laboratório Astrofísico de Bordéus, na França, é como se fossem “pequenas migalhas”.

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Entretanto, é possível que o Cinturão de Asteroides tenha se formado a partir de restos de vários pequenos planetas que foram destruídos enquanto ainda se formavam — até mesmo de restos cósmicos de Júpiter e Saturno, ou estilhaços de outros asteroides. Dessa maneira, diz Raymand: “às vezes chamamos o cinturão de asteroides de respingos de sangue do Sistema Solar”. O astrônomo também explica que, por conta da gravidade de Marte e Júpiter, qualquer material que caia naquela região provavelmente permanecerá por lá mesmo. Asteroides são peças fundamentais para nossa compreensão de como era o nosso sistema planetário em seu início.

Para mais detalhes sobre artigo, basta acessar a Astronomy.

Fonte: Futurism