Como será que o Cinturão de Asteroides se formou entre Marte e Júpiter?

Como será que o Cinturão de Asteroides se formou entre Marte e Júpiter?

Por Wyllian Torres | Editado por Claudio Yuge | 11 de Março de 2021 às 19h00
NASA/JPL /T. Pyle

A origem do Cinturão de Asteroides, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, ainda permanece um mistério. A região é dominada por milhares de pequenos corpos irregulares, entre eles o planeta anão Ceres — o maior da região. Entre as principais teorias, se destacam duas: ou aqueles asteroides são restos de um planeta destruído, ou, então, seriam a matéria-prima para a formação de um novo, o que acabou não acontecendo, deixando "restos" para trás.

Mas, segundo um artigo publicado na revista Astronomy desta semana, essas teorias se revelam cada vez mais improváveis por um fator muito simples: no cinturão não há material suficiente para a criação de um planeta. O cosmos, tão complexo como é, não apresentaria uma explicação tão simples e direta. O diretor de Estudos Espaciais do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SwIR), William Bottke, diz: “costumava ser uma história simples, mas nos últimos anos ficou cada vez mais complicada à medida que aprendemos mais sobre a formação do planeta”.

Ao analisarem rochas espaciais que chegam aqui na Terra, cientistas colocaram a hipótese do “planeta aniquilado” fora de questão ao verificarem uma variedade de origens entre os objetos do cinturão — e não de um único planeta dos primórdios do Sistema Solar. E embora os asteroides sejam numerosos nessa região, são muito pequenos para formar um grande corpo. Para o astrônomo Sean Raymond, do Laboratório Astrofísico de Bordéus, na França, é como se fossem “pequenas migalhas”.

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Concepção artística do Cinturão de Asteroides, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter (Imagem: Reprodução/Daniel Roberts/Pixabay)

Entretanto, é possível que o Cinturão de Asteroides tenha se formado a partir de restos de vários pequenos planetas que foram destruídos enquanto ainda se formavam — até mesmo de restos cósmicos de Júpiter e Saturno, ou estilhaços de outros asteroides. Dessa maneira, diz Raymand: “às vezes chamamos o cinturão de asteroides de respingos de sangue do Sistema Solar”. O astrônomo também explica que, por conta da gravidade de Marte e Júpiter, qualquer material que caia naquela região provavelmente permanecerá por lá mesmo. Asteroides são peças fundamentais para nossa compreensão de como era o nosso sistema planetário em seu início.

Para mais detalhes sobre artigo, basta acessar a Astronomy.

Fonte: Futurism

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