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Ciclo solar atual supera intensidade do anterior — e ainda "tem chão" até o fim

Por| Editado por Patricia Gnipper | 15 de Agosto de 2023 às 07h30

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SDO/GSFC/NASA
SDO/GSFC/NASA

Ainda longe de atingir seu pico, ciclo solar atual já superou os números do máximo anterior, que ocorreu entre 2012 e 2014. Além de confirmar as previsões mais recentes, isso pode reforçar uma hipótese pouco conhecida sobre supostos ciclos solares de 22 anos.

Em 2020, os cientistas do Centro de Previsão do Clima Espacial (que se encarrega de monitorar a atividade solar) e da NASA se juntaram para debater as previsões do ciclo solar atual (25). A conclusão unânime foi de que veríamos um ciclo semelhante ao anterior — o mais fraco dos últimos 100 anos.

O ciclo 24 teve seu pico de máximo solar com cerca de 115 manchas solares, em contraste com o ciclo 23, que teve um pico beirando as 250 manchas entre 2000 e 2002. Agora, durante o inverno, faltando mais de um ano para o próximo máximo solar, o Sol já superou a quantidade de manchas vistas no ciclo anterior.

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Se observarmos o gráfico abaixo, constatamos que o Sol está aumentando gradativamente a produção de manchas desde 2021, formando uma curva semelhante à de 1997 até 2000. A previsão é que o máximo do ciclo 25 comece em 2025, então ainda há um ano inteiro para ver o comportamento do gráfico, que tende a subir ainda mais.

Caso isso se concretize — e tudo indica que sim —, a hipótese de que o Sol tem ciclos de 22 anos poderia ganhar força na comunidade científica. Essa ideia propõe que a cada 20 ou 22 anos, o Sol entra em uma fase de atividade mais acentuada. Os ciclos de 11 anos ainda permaneceriam na teoria, mas eles seriam apenas uma sub-divisão dos ciclos de 22 anos.

Devemos nos preocupar?

De modo geral, os máximos solares não implicam em riscos à vida ou à nossa saúde, mas, dependendo da intensidade das tempestades geomagnéticas, podem representar perigo para os satélites em órbita.

O máximo solar do ciclo 23 teve uma série de eventos drásticos, como aqueles conhecidos como Tempestades de Halloween, durante as quais perdemos temporariamente metade dos satélites na órbita baixa da Terra. Os operadores em solo levaram vários dias para restabelecer a comunicação e posicioná-los corretamente.

Isso aconteceu em 2003, quando ainda não tínhamos lançado tantos satélites como vemos hoje — só a rede Starlink já somou mais de 4 mil deles nos últimos anos, isso sem mencionar outras mega constelações em andamento.

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Caso um único satélite perca a comunicação com a Terra durante uma tempestade solar forte, as chances de uma colisão em efeito cascata são maiores que as de 2003 — basta lembrar que os Starlink já realizaram mais de 50 mil manobras para evitar colisões com lixo espacial e outros satélites.

Por enquanto, não é preciso se preocupar, pois os cientistas estão trabalhando arduamente para descobrir novos métodos de prever uma tempestade geomagnética a tempo de tomar atitudes para proteger os satélites em órbita.

Fonte: Spaceweather.com