Publicidade
Economize: canal oficial do CT Ofertas no WhatsApp Entrar

China vai estudar matéria escura em laboratório subterrâneo

Por| Editado por Patricia Gnipper | 07 de Dezembro de 2023 às 17h54

Link copiado!

Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC), AMNH
Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC), AMNH

Um laboratório começou a funcionar nesta quinta-feira (7) a 2,4 km de profundidade na província de Sichuan, na China. Chamada de DURF (sigla de Deep Underground and Ultra-low Radiation Background Facility for Frontier Physics Experiments), a nova instalação é a segunda fase do Laboratório Subterrâneo de Jinping do país, e vai ajudar cientistas na busca pela misteriosa matéria escura.

O DURF começou a ser construído em 2020 e tem capacidade total de 330 mil metros cúbicos. Para comparação, considere que o Grande Colisor de Hádrons, o poderoso acelerador de partículas do CERN, fica apenas 100 metros abaixo da superfície.

Continua após a publicidade

Graças à sua localização, o novo laboratório fica exposto a pouca radiação ambiental e a um fluxo de raios cósmicos extremamente baixo, se comparado àquele que atinge a superfície da Terra. Assim, o laboratório é como um local “ultra limpo” para estudos da matéria escura.

Trata-se de uma substância que não absorve, reflete e nem emite luz, e junto da energia escura, forma 95% do universo. Os recursos do laboratório também podem ser usados para apoiar pesquisas interdisciplinares em áreas como física de partículas, astrofísica nuclear e outras.

O que é matéria escura?

A matéria escura tem este nome porque ela é invisível, escapando das detecções dos sensores e instrumentos convencionais. Por isso, os cientistas só consideram que existe porque inferiram sua presença a partir dos efeitos na matéria visível.

Continua após a publicidade

Os pesquisadores estudam esta matéria de diferentes formas. Por exemplo, laboratórios como o novo DURF são feitos vários metros abaixo do solo para evitar interferências de outras partículas, e podem identificar sinais da matéria escura depois de atravessar a Terra.

Fonte: Xinhua