China lança missão Tianwen-1; sonda orbital e rover estão a caminho de Marte

Por Patrícia Gnipper | 23 de Julho de 2020 às 11h39
NASA

Nesta quinta (23), a China entrou mais uma vez nas páginas da história da exploração espacial. Desta vez, lançou com sucesso a missão Tianwen-1, levando a Marte uma sonda orbital, um módulo de pouso estacionário e um rover, que estudarão o Planeta Vermelho. Além disso, o lançamento coloca o país asiático em uma rivalidade ainda maior com os Estados Unidos — que vêm explorando Marte com sondas e rovers há vários anos.

Quando a missão chegar a Marte, os três veículos a bordo da espaçonave trabalharão em conjunto para estudar a geologia marciana, além de aprender mais sobre o que possa estar abaixo da superfície do planeta. O orbitador tem como missão principal mapear e fotografar o Planeta Vermelho do alto, enquanto o módulo de pouso contendo o rover em seu interior iniciarão a temida descida à superfície. Passando esses "minutos de terror" e o pouso dando certo, o lander funcionará como uma plataforma de entrega, abrindo uma rampa para que o rover enfim chegue à superfície e inicie sua jornada.

Por enquanto, só os EUA têm rovers explorando o terreno marciano. A Europa já fez duas tentativas do tipo, mas falhou em ambas as vezes. Muito antes disso, em 1971 a então União Soviética conseguiu pousar uma nave em Marte, que se comunicou com a Terra por cerca de 20 minutos, apenas, antes de apresentar problemas e "morrer" para sempre. Agora, caso a China tenha sucesso nesse pouso e na operação de sua missão, a agência espacial CNSA subirá de degrau rumo ao mesmo patamar da NASA, acirrando ainda mais a competição espacial entre China e EUA.

"A missão Tianwen-1 é um importante projeto de referência no processo de construção da energia aeroespacial da China e um projeto marcante para a indústria aeroespacial da China se aprofundar mais no espaço", disse o vice-comandante da missão, Wu Yansheng, em comunicado.

Arte imagina a sonda orbital, o módulo estacionário e o rover da missão Tianwen-1 (Imagem: Nature Astronomy)

A chegada à órbita marciana acontecerá em fevereiro de 2021, e a missão leva, ao todo, 13 cargas científicas para uma série de estudos — e também leva câmeras de média e alta resolução, algumas comparáveis à HiRise, a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, lançada pela NASA em 2005. O rover foi projetado para durar 90 dias, mas sua missão pode ser estendida caso ele se mostre capaz de funcionar por mais tempo.

Fonte: The Verge, Space News

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