China inaugura o maior museu de astronomia do mundo nesta sexta (16)

China inaugura o maior museu de astronomia do mundo nesta sexta (16)

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 15 de Julho de 2021 às 19h30
Ennead Architects

Nesta sexta-feira (16), será o inaugurado o Shangai Astronomy Museum (SAM), o maior museu de astronomia do mundo, localizado em Xangai, a maior cidade da China. Com uma arquitetura totalmente projetada para refletir as órbitas dos corpos celestes a geometria do cosmos, sem linhas retas ou ângulos retos, a estrutura é formada por três arcos sobrepostos que revelam as dinâmicas do céu. Em seus 39 mil metros quadrados, o SAM abrigará exposições, planetário e até mesmo um telescópio solar de 24 metros de altura.

A empresa responsável por desenvolver o conceito do museu é a Ennead Architects, estabelecida em Nova York e Xangai, e também ganhadora do concurso internacional realizado em 2014 para selecionar o projeto mais inspirador. A Ennead já é conhecida por seu trabalho com o Rose Center for Eath and Space, no Museu Americano de História Natural , em Nova York. "Nós realmente pensamos que poderíamos alavancar a arquitetura para trazer um impacto incrível a toda essa experiência", relata Thomas Wong, designer-chefe do museu e sócio da empresa. O SAM também funcionará como uma filial do Shanghai Science and Technology Museum.

O Oculus, na entrada principal do museu, funciona como um relógio solar (Imagem: Reprodução/Ennead Architects)

A partir da geometria do museu, Wong queria mostrar como tudo no universo está em constante movimento. De acordo com ele, os traços do prédio também foram influenciados pelo “problema dos três corpos”, uma questão dada pela dificuldade matemática de estabelecer as relações gravitacionais entre três corpos — como planetas, luas e estrelas. O SAM possui três estruturas em grande destaque e cada uma delas proporciona ao visitante uma experiência específica.

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Na entrada principal do museu, os visitantes se deparam com o Oculus, uma abertura no teto que forma um círculo de luz solar. À medida a Terra gira em torno de si e as horas do dia passam, a luz se move pelo chão, passando pela praça de entrada. Este relógio solar, projeta sua luz em um círculo completo alinhando com uma plataforma circular — marcando, assim, o meio-dia do solstício de verão. O objetivo é mostrar como a relação entre os movimentos da Terra e do Sol nos proporcionam os dias e as estações.

Teatro Planetário (Imagem: Reprodução/Ennead Architects)

Em seguida, o visitante encontra o Teatro Planetário, uma grande esfera que desce do telhado do prédio. Este ambiente também cria a ilusão de ausência de peso e se inspira nas formas primordiais de vários objetos celestes. À medida que a pessoa anda ao redor do edifício, a esfera emerge gradualmente de forma semelhante a um nascer da Lua no horizonte da Terra. Wong diz que, ao conectar o propósito científico do museu com as referências celestes, as exposições e arquitetura comunicarão muito além do esperado. “Elas iluminarão o que significa ser humano em um ambiente vasto e amplamente desconhecido universo", acrescenta.

A terceira estrutura em destaque é a Cúpula Invertida, uma grande estrutura de vidro que fica no alto do prédio, proporcionando aos visitantes uma visão desimpedida do céu. A Cúpula é acesso para uma rampa espiral que orienta o olhar para cima em direção ao ápice da estrutura. Segundo Wong, isto representa a jornada cosmológica proporcionada pelo Museu. “Queremos que as pessoas entendam a natureza especial da Terra como um lugar que hospeda vida, diferente de qualquer outro lugar que conhecemos no universo”, ressalta.

Cúpula Invertida (Imagem: Reprodução/Ennead Architects)

O SAM contará com exposições temporárias e permanentes em ambientes imersivos. Em seu acervo, estão artefatos e instrumentos da exploração espacial e educacionais. O museu já abriga uma vasta coleção, que inclui mais de 40 amostras de meteoritos e rochas vindas de Marte, do asteroide Vesta e da Lua. A exposição fixa possui obras originais de Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton e outros astrônomos históricos. Além disso, o abrigará um telescópio solar de 24 metros de altura um observatório.

Quando visto do alto, o museu se parece com um astrolábio, uma antiga ferramenta portátil usada para medir a posição dos astros no céu — muito usada pelos navegantes do passado. O principal objetivo do SAM é destacar as realizações as muitas conquistas da China tanto no espaço quanto na própria astronomia, bem como os futuros projetos espaciais futuros do país. A partir do dia 19 de julho, o museu estará aberto ao público.

Abaixo, você confere um passeio virtual por dentro das estruturas o museu:

Fonte: Universe Today, Ennead

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