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Berçários de estrelas em outra galáxia são mapeados pela primeira vez

Por| Editado por Patricia Gnipper | 22 de Dezembro de 2023 às 16h20

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T. Müller/S. Stuber/NASA/S. Beckwith/Hubble Heritage Team
T. Müller/S. Stuber/NASA/S. Beckwith/Hubble Heritage Team

Uma equipe internacional mapeou os gases frios e densos em futuros berçários de estrelas em uma galáxia vizinha, a Galáxia do Redemoinho. Essa pesquisa ajudará a estudar as condições dentro dessas nuvens durante os estágios iniciais da formação estelar fora da Via Láctea.

Liderada pelo Instituto Max Planck de Astronomia, a equipe usou dados do programa de observação em grande escala conhecido como SWAN (Surveying the Whirlpool at Arcseconds with NOEMA). Até então, medições desse tipo de gases em áreas vastas só eram feitas dentro da nossa Via Láctea.

Essas nuvens de poeira e gases frios e densos são as origens das estrelas do universo; por isso, compreendê-las significa saber mais como as populações estelares são distribuídas em suas galáxias. Além disso, pesquisas desse tipo podem revelar as fases iniciais do nascimento de uma estrela.

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A pesquisa envolveu uma técnica de medição da radiação emitida por moléculas específicas, geralmente incluindo o cianeto de hidrogênio e o diazenílio. Os autores do estudo realizaram essas medições em uma área de 20.000 anos-luz dentro na Galáxia do Redemoinho.

Foram usadas cerca de 214 horas de observações do programa SWAN, além de 70 horas de outro levantamento, feito com um telescópio de 30 metros no sul de Espanha. As medições da radiação das moléculas foram possíveis graças à curta distância entre a Via Láctea e a Redemoinho — apenas 28 milhões de anos-luz de distância.

Os cientistas então descobriram que a radiação emitida por cianeto de hidrogênio e diazenílio varia de maneira semelhante ao longo dos braços espirais, mas há uma diferença notável na região central da galáxia, onde o brilho do cianeto de hidrogênio aumenta de forma mais significativa.

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Por outro lado, o mesmo não acontece com o diazenílio, cujo brilho é cerca de cinco vezes menor do que aquele apresentado pelo cianeto de hidrogênio. Esse resultado é inesperado, já que o diazenílio é considerado mais “confiável” para esse tipo de medição.

Agora, os autores pretendem explorar a região central da galáxia com mais tempo de observação. “Estas investigações aproximaram-nos mais um passo da resposta à nossa questão fundamental sobre como as estrelas se formam”, disse o Professor Frank Bigiel, da Universidade de Bona.

O artigo do estudo foi publicado na Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Universidade de Bonn