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Astrônomos detectam superterra na zona habitável de anã vermelha

Por| Editado por Luciana Zaramela | 05 de Fevereiro de 2024 às 17h38

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Reprodução/NASA/W. Stenzel
Reprodução/NASA/W. Stenzel

Mais uma superterra foi encontrada pelo telescópio TESS, da NASA. Chamado TOI-715b, o exoplaneta em questão fica a 137 anos-luz da Terra, mede cerca de 1,55 vez o raio do nosso planeta e está na zona habitável da sua estrela. Mas ele não está sozinho: há outro candidato planetário ali, e se confirmado, vai ser o menor planeta já detectado na zona habitável da sua estrela. 

Estes mundos parecem ser superterras, categoria que inclui exoplanetas até duas vezes maiores que o nosso e no máximo dez vezes mais massivos. A dupla orbita TOI-715, uma estrela anã vermelha que tem 25% da massa e raio do nosso Sol. Como TOI-715b está pertinho da estrela, ele leva apenas 19 dias para completar uma volta ao redor dela.

As anãs vermelhas são conhecidas por terem brilho bem mais fraco que o do Sol, e por isso, o planeta está na zona habitável conservadora da estrela. De forma resumida, isso significa que ele está a uma distância que permite a ocorrência de água no estado líquido em sua superfície. Seu vizinho planetário pode também estar na zona habitável

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A descoberta destes objetos pode ajudar os cientistas a entenderem melhor algumas características intrigantes destes mundos. Milhares de planetas já foram detectados orbitando outras estrelas, e os astrônomos perceberam algumas tendências neles — uma delas é que há uma lacuna na população de planetas medindo de 1,5 a 2 vezes o raio da Terra.

Georgina Dransfield, autora que liderou o novo estudo, explica que esta lacuna pode ajudar os pesquisadores a entender melhor os processos de formação e evolução planetária. “Os planetas neste vale são cruciais para ampliar nossa compreensão dos fatores que a esculpiram”, acrescentou.

Além disso, o TOI-175 b é um bom candidato para análises posteriores com o telescópio James Webb. É possível que ele tenha atmosfera, mas a presença (ou não) dela vai depender de outras propriedades do planeta, como sua massa.

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O artigo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Monthly Notices of the Royal Astronomical Society; Via: NASA, Universe Today