Apollo 15 | Agência Espacial Europeia recria missão lunar em realidade virtual

Apollo 15 | Agência Espacial Europeia recria missão lunar em realidade virtual

Por Daniele Cavalcante | 17 de Abril de 2020 às 19h30
ESA

Em 1971, o módulo lunar da Apollo 15 realizou uma das mais ambiciosas alunissagens conduzidas pela NASA. Foi a estreia da exploração lunar com a ajuda de um veículo elétrico, que os astronautas puderam dirigir para se locomover melhor na superfície. Agora, simulações em realidade virtual (VR) ajudarão as próximas missões na Lua - e o mais legal é que a experiência pode ser aproveitada por qualquer pessoa que tenha um headset de VR.

Pesquisadores da ESA (a agência espacial europeia) estão trabalhando com a empresa britânica Timelab Technologies para recriar missões históricas na Lua em realidade virtual, em alta definição. O objetivo é analisar cuidadosamente as decisões tomadas em tais missões e também analisar o terreno lunar para obter novas ideias que poderão ser usadas no planejamento de futuras missões.

Conforme explica Erik Kuulkers, diretor do projeto, a equipe está “revisitando essas missões para recriar seus históricos detalhados de atitudes como uma maneira de reanalisar várias medidas científicas que eles tomaram. Ao combinar dados de posicionamento com um modelo de elevação digital altamente detalhado da superfície lunar, podemos saber exatamente para onde os instrumentos estavam apontando enquanto registravam seus resultados”.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Para começar o projeto, a equipe escolheu a missão Apollo 15 como a primeira a ser recriada em realidade virtual. Ela carregava cargas científicas adicionais, tais como instrumentos de detecção remota, o que possibilitou a coleta de vários dados úteis para serem usados nas simulações.

O engenheiro Alfredo Escalante López explica que “para a Apollo 15, a sua órbita em torno da Lua foi construída tomando posições e velocidades gravadas em dados auxiliares do espectrômetro de raios gama, estudando a composição da superfície lunar”. Também foram usados dados adicionais do espectrômetro de fluorescência de raios-X.

Além disso, o modelo digital das elevações lunares, usado neste projeto, é da mais alta precisão possível, com uma resolução mínima de apenas 5 m, de acordo com a ESA. Isso foi possível com a combinação das medições de elevação de terreno dos altímetros a laser que estavam a bordo da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da NASA, entre outras.

Essas técnicas serão usadas pelo sistema de navegação da ESA para orientar futuras missões à Lua - como a Luna-27, em parceria com a Rússia, que será lançada rumo ao polo sul lunar em 2025. O projeto também resulta em vídeos que podem ser conferidos pelo público interessado em visualizar missões espaciais em cenários tridimensionais de alta resolução.

O download de uma coleção dessas recriações em realidade virtual pode ser feito neste repositório, onde estão armazenados os arquivos .apk para dispositivos móveis baseados em Android (que podem ser visualizados com quaisquer óculos de realidade virtual, como o Google Cardboard), além de arquivos específicos para o headset Oculus Rift.

Fonte: ESA

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.