Você está se adaptando às reuniões online? Você está com um pé no passado!

Por Renato Ribeiro | 27 de Agosto de 2020 às 15h00
mmi9 / Pixabay

O que ninguém pode negar é que nossas vidas ficaram muito loucas depois da COVID-19. O que era estável se mostrou instável e o que era impossível agora se tornou possível. Estamos vivenciando uma avalanche de transformações. Antigos temas ganharam força e se fala muito sobre digitalização: empresas que antes resistiam ao processo de modernização, agora enxergam a necessidade de se atualizarem para este novo ambiente com consumidores mais exigentes, concorrentes atentos às novas tecnologias e com forças de mercado mais atuantes sobre os negócios.

A busca pela evolução sempre existiu — faz parte do DNA humano —; agora, a velocidade pela busca é algo a ser observado. Tiago Mattos, investigador do futuro do trabalho e aprendizado, afirma que estamos vivendo a era da exponencialidade, onde as mudanças tendem a se concretizar em ciclos com menor e com maior impacto. E o melhor exemplo disso é a adoção que estamos vivenciando sobre as ferramentas para reuniões on-line: recentemente, Luiza Helena Trajano (fundadora do grupo Magazine Luiza e investidora em startups) declarou em um webinar promovido pela Camila Farani que, embora seja uma pessoa antenada com novidades, não colocou em seu radar tecnologias de comunicação instantânea (como, por exemplo, o Zoom), e hoje sente a necessidade de correr atrás para se manter inovadora.

Tudo isso leva a crer que não basta estarmos por dentro dos últimos assuntos, precisamos aprender a desenvolver um "olhar clínico” sobre as possibilidades que estão por vir e estarmos abertos a mudanças rápidas e constantes. Pois, daqui para frente, a velocidade e amplitude do sucesso estará diretamente ligada com a nossa velocidade de percepção dos fatos — assim como o trabalho de um futurista, que precisa saber olhar para o passado, entendendo o presente para construir o futuro.

Do contrário, como bem colocado por Mattos, "quem não pensa no futuro, cria o presente com as ferramentas do passado”. Deixo o questionamento: o que você está fazendo no seu negócio para mantê-lo com um pé no futuro e, por consequência, competitivo?

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