Uso da maquininha de cartão cresce entre pequenos empreendedores

Uso da maquininha de cartão cresce entre pequenos empreendedores

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 06 de Julho de 2021 às 14h20
Elements/LightFieldStudios

O uso de cartões em pagamentos está cada vez mais presente nos pequenos negócios. É o que mostra a pesquisa “Uso da maquininha 2021”, do Sebrae. Embora os pagamentos por crédito e débito sejam mais caros, houve aumento de mais de 40% em cinco anos: enquanto em 2016, 39% dessas empresas usavam maquininha, em 2021, são 56%.

No levantamento, 81% dos entrevistados afirmam que o meio de pagamento de maior custo é o cartão de crédito. O boleto bancário vem em segundo lugar, com 9%. Com menor custo, o dinheiro em espécie é apontado por 69% dos empreendedores. “A população prefere carregar pouco dinheiro consigo. Então os cartões continuam sendo muito utilizados pelos usuários. Para o empreendedor, as vantagens do uso da maquininha são a maior segurança e a satisfação do cliente”, afirma Carlos Melles, presidente do Sebrae.

Imagem: Reprodução/Envato/LightFieldStudios

Outro dado da pesquisa é a queda no número de empresas que dão descontos para pagamentos em dinheiro: eram 70% em 2018 e são 56% em 2021. Segundo Melles, isso pode estar associado à pandemia. “A queda geral das vendas durante a pandemia pode ter exigido às empresas reduzir os descontos para manter recursos em caixa.”

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Comportamento dos empreendedores

O executivo aponta, ainda, que a pesquisa mostra que quase metade dos empreendedores desconhece a lei que permite praticar preços diferentes conforme a forma de pagamento. “Apenas 1/3 pratica preços diferentes sempre ou quase sempre.”

Quando decide adotar o uso da maquininha, os empreendedores levam o custo do serviço em consideração. Para 76%, esse aspecto é determinante na escolha da marca e ganha quem oferece as melhores taxas. Além disso, são avaliados o fato de já ter o equipamento, de o serviço aceitar várias bandeiras de cartão e de oferecer menor prazo para recebimento. 

Para o rompimento do contrato, 45% dos participantes apontam o alto custo de manutenção do equipamento como motivo principal. Em segundo lugar vem o plano de fechar a empresa, com 30% das respostas.

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