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Ex-sócios da XP Investimentos revelam como cresceram 16 vezes em apenas 3 anos

Por Colaborador externo | 16 de Novembro de 2018 às 15h08

Depois de trabalhar por quase 10 anos na XP Investimentos, Pedro Englert resolveu tirar um ano sabático. Ao fim de 2015, desligou-se da empresa em que foi sócio, e foi viajar o mundo. A primeira parada foi no Vale do Silício, na Califórnia. Embora a ideia fosse descansar, Pedro não conseguiu ignorar o choque que teve ao se deparar com o que para ele era um mundo absolutamente novo. “Vi de perto uma nova maneira de fazer negócios. Muito mais ágil, transparente, e com um novo propósito”, diz. Foi aí que ele decidiu encurtar o período de descanso e voltou a colocar a mão na massa.

De volta ao Brasil, assumiu a frente de um projeto que hoje ele comanda, como CEO, ao lado de Eduardo Glitz e outros sócios: a StartSe. A empresa é uma plataforma digital criada para conectar todo o ecossistema brasileiro de inovação. Em pouco mais de três anos de operação a StartSe atingiu este ano 40 milhões de reais de receita – sendo que a empresa fechou 2016 com faturamento de R$ 2,5 milhões. Mas a história não para por aí. Pedro e Eduardo investiram na criação de outras seis empresas de diferentes setores: Warren (investimentos), Monkey (crédito), Beetech (câmbio), Fitbank (pagamentos), Projet ID (internet das coisas) e Yuool (calçados).

Em todas elas, os resultados são expressivos. A loja de calçados Yuool, por exemplo, surgiu em dezembro de 2017 e, em outubro de 2018, alcançou a marca de 2 200 calçados vendidos, muito acima da meta inicial, de 1 200 pares comercializados em todo o ano. Outro caso é a plataforma de investimentos Warren, que conquistou 60 000 clientes. A Beetech, em pouco tempo de operação, acaba de se tornar a primeira fintech brasileira a utilizar a tecnologia blockchain para fazer remessas internacionais.

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Qual o segredo desse sucesso em tão pouco tempo?

“Pegamos nossa experiência profissional, somamos tudo o que aprendemos no Vale do Silício e criamos uma prática de gestão que funciona em diversos negócios”, explica Pedro. Este método de gestão, com cases de negócios e as lições aprendidas, agora está disponíveis no curso online Motor de Crescimento, cujos vídeos de pré-lançamento podem ser acessados gratuitamente aqui. O curso tem como tutores Pedro Englert e Eduardo Glitz.

A nova técnica de gestão se apoia em quatro pilares: meritocracia, parcerias, participação nos resultados e alinhamento de objetivos. Para erguê-los, é importante formar times parceiros, com colaboradores inteiramente comprometidos, e assumir riscos. “Hoje, o risco faz parte do processo de inovação, é uma etapa de crescimento e deve ser visto como uma porta para o sucesso, e não como a saída para o fracasso”, diz Pedro. “O modelo vigente de gestão está esgotado. As empresas estão lentas, inibindo a inovação e a experimentação.”

Motor de Crescimento é fundamental justamente por abordar, de forma prática, temas que ainda não chegaram aos livros de administração. “O modelo tradicional é muito parecido com um barco a vela: uma organização que depende de variáveis externas para dar certo, incluindo a economia, a política e a concorrência. Quando aplicamos novas técnicas, é como se colocássemos um motor no barco. Assim, podemos determinar nossa velocidade e o nosso rumo”, diz Pedro em uma das vídeoaulas.

Está esperado o que para conhecer este novo modelo de gestão? Veja aqui como se preparar para ser um líder da Nova Economia e ter você também sucesso na carreira e nos negócios.

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