Ligar o ar-condicionado vai ficar mais caro em 2026; entenda aumento
Por Renato Moura Jr. • Editado por Léo Müller | •

Os brasileiros deverão sentir um peso maior na conta de luz em 2026, especialmente se mantiverem o ar-condicionado ligado com frequência. Especialistas e consultorias consultados pelo jornal O Globo projetam que a tarifa residencial de energia elétrica poderá subir entre 5% e 8% ao longo do ano.
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A previsão fica bem acima da inflação prevista, em um cenário que inclui clima mais seco, maior acionamento de usinas termelétricas e crescimento dos subsídios embutidos na conta de luz. Esses fatores combinados devem pesar no bolso do consumidor que usa mais eletricidade em casa, como acontece no verão com aparelhos de climatização ligados por várias horas ao dia.
O aumento estimado decorre, em grande parte, de um quadro hidrológico desfavorável para as hidrelétricas e da necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado e acabam refletindo essa diferença na tarifa final.
Além disso, a previsão é de que subsídios ao setor elétrico, pagos pelos consumidores via tarifa, alcancem cerca de R$ 47,8 bilhões em 2026 – 17,7% a mais que no ano anterior.
Ar-condicionado em alta
Esse cenário de alta tende a impactar diretamente quem utiliza aparelhos de ar-condicionado com frequência. Mesmo modelos considerados mais eficientes em termos de consumo podem elevar o gasto mensal de energia, especialmente em meses de uso intenso.
Por exemplo, um ar-condicionado split de 9.000 BTU como o Samsung WindFree Pro Energy (um dos mais econômicos da categoria com índice de desempenho de resfriamento elevado) pode gerar um gasto de R$ 43,15 por mês em energia elétrica quando usado por cerca de 160 horas (aproximadamente 5 horas por dia).
Outros modelos na mesma capacidade ou mesmo opções de entrada podem apresentar gastos mensais maiores — variando de cerca de R$ 46,73 a R$ 70,56 sob condições semelhantes de uso, dependendo da sua eficiência energética.
Com a previsão de reajuste das tarifas e o aumento do consumo residencial típico do verão, especialistas orientam que consumidores considerem modelos com maior eficiência energética (split com tecnologia inverter e selo Procel “Classe A”), ajustem a temperatura de uso e monitorem o tempo de funcionamento dos aparelhos para tentar minimizar o impacto no valor total da conta de luz.
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Fonte: O Globo