Amazon diz que errou ao dificultar revenda de produtos Nintendo

Por Wagner Wakka | 01 de Novembro de 2019 às 13h35
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A Amazon está proibindo que empresas terceirizadas vendam no marketplace produtos da Nintendo sem uma permissão expressa. Atualmente, companhias colocam consoles, acessórios e jogos para revender usando a plataforma da gigante sem que seja feito qualquer controle.

Vendedores estão recebendo uma mensagem pelo sistema da Amazon sobre a novidade. “Como parte do esforço atual em oferecer a melhor experiência possível ao consumidor, nós estamos implementando um requerimento de aprovação para produtos da Nintendo”, diz a nota enviada aos lojistas.

Assim, os vendedores precisam conseguir uma aprovação para todo e qualquer produto com a marca da Nintendo — ou seja, tanto para consoles quanto acessórios e jogos criados pela japonesa. Somente games de publicadoras diferentes para os consoles dela, como os da Ubisoft, Capcom e afins, não precisam de aprovação.

O vendedor precisa entrar em contato com a Amazon por um sistema interno e pedir a documentação para cada uma dos diferentes tipos de produtos. O problema é que o aviso foi enviado nesta quinta-feira (31) aos lojistas, sendo que a nova regra passou a valer já no mesmo dia. Assim, vários deles viram anúncios serem bloqueados no marketplace da varejista sem terem a chance de se adequarem à medida.

Motivo

Embora nem Amazon, nem Nintendo abram efetivamente o motivo para isso, a suspeita é de que ambas empresas estão tentando coibir a venda de produtos piratas dentro da plataforma. Principalmente nos Estados Unidos, há um mercado forte de revenda de jogos usados que as companhias podem também querer coibir.

Segundo lojistas, se um produto foi bloqueado de ser vendido, a mudança de “usado” para “novo” dentro da lista permite a venda novamente. Os principais impactos devem ser, contudo, os lojistas que revendem produtos retrô ou colecionadores da companhia, pois nestas categorias não é possível indicar que o item é novo, afinal de contas eles são antigos.

Brasil

O Canaltech entrou em contato com a Amazon Brasil para saber se isso pode afetar o mercado local e aguarda resposta. O nosso país tem dois problemas relacionados a este setor.

O primeiro é que a região é conhecida mundialmente pelo alto mercado de pirataria. Logo, se a medida tenta evitar esta movimentação na Amazon, é bem provável que também seja aplicada por aqui.

Junto disso, vale lembrar que a Nintendo não tem representação no Brasil. Ou seja, em se tratando de consoles e acessórios, todos os produtos vendidos por aqui não de revendedores e importadores, o que poderia ser comprometido com esta limitação.

Em termos de jogos, a Nintendo até tem uma loja virtual onde vende games oficialmente no Brasil. Entretanto, somente alguns poucos títulos estão neste catálogo.

Atualização

Após ser criticada por conta da ação, a Amazon enviou um comunicado pelo seu fórum em que disse que o e-mail foi uma falha. Até mesmo os itens que foram retirados de páginas de lojistas deveriam ter permanecido como estavam.

“O e-mail enviado ontem foi um erro e todos as publicações impactadas foram instaladas neste período”, disse a companhia no fórum. Contudo, alguns usuários ainda estão com problemas de produtos não listados por conta da restrição.

Apesar do anúncio, a empresa ainda não explicou o porquê de ter criado esta restrição, mesmo que por erro. Nem mesmo direcionou qual problema pretendia corrigir com esta ação.

Fonte: Amazon

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