DJI suspende vendas na Rússia e Ucrânia para evitar uso de drones na guerra

DJI suspende vendas na Rússia e Ucrânia para evitar uso de drones na guerra

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 27 de Abril de 2022 às 10h20
Divulgação/DJI

Depois de várias empresas de tecnologia já terem paralisado as suas operações na Rússia, a DJI acaba de anunciar que também tomará uma atitude semelhante. A marca indicou que também não exportará produtos para a Ucrânia, pois quer evitar que seus drones sejam utilizados por quaisquer tropas em batalha.

O comunicado foi feito por meio de nota no site oficial da companhia:

“A DJI suspenderá todas as atividades de negócios na Rússia e Ucrânia. Estamos engajando com clientes, parceiros e outros acionistas a respeito da suspensão das atividades nos territórios afetados.”

Na semana passada, a DJI já tinha atualizado um texto em que rejeita o uso de seus dispositivos com objetivos militares:

“Nossos produtos foram feitos para melhorar a vida das pessoas e trazer benefícios ao mundo, e deploramos absolutamente o uso de nossos produtos para causar mal [a alguém].”

Com isso,a DJI se torna a primeira empresa chinesa de grande relevância a realizar medidas mais drásticas em resposta à guerra entre Rússia e Ucrânia. O governo local adota uma atitude mais distante do conflito, sem fazer críticas ou aplicar sanções ao regime de Vladimir Putin.

Por isso, as empresas chinesas se veem em um panorama bastante complicado. Continuar exportando itens para a Rússia costuma gerar críticas da comunidade internacional, e paralisar as atividades pode ter consequências negativas entre os próprios consumidores na China.

Nesse sentido, um executivo da DJI afirmou que as medidas “não pretendem enviar uma mensagem a qualquer um dos países, e sim reforçar princípios”.

Drones da DJI estariam sendo utilizados na guerra (Imagem: Divulgação/DJI)

Imagens divulgadas na Internet durante o mês passado estariam sugerindo que tropas russas usam produtos da DJI em suas atividades, especialmente na detecção de tropas e bases ucranianas. Um representante da marca confirmou que está ciente deste conteúdo, mas não consegue confirmar sua veracidade e nem obter controle total dos objetivos de uso dos drones.

Assim como já acontece em relação às outras marcas que adotaram medidas do tipo, não se sabe quando as operações serão retomadas. É provável que isso aconteça somente após uma amenização do conflito, algo que pode levar vários meses ou até anos.

Fonte: DJI (1,2)

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