Microsoft está usando líquido fervente para resfriar data centers; entenda

Microsoft está usando líquido fervente para resfriar data centers; entenda

Por Ramon de Souza | Editado por Jones Oliveira | 09 de Abril de 2021 às 09h48
Divulgação/Microsoft

Lidar com a gestão térmica de data centers sempre foi um desafio para muitas empresas — e a Microsoft costuma sair na frente ao adotar sistemas inovadores para resfriar suas centrais de processamento. Desta vez, porém, a companhia se superou ao desenhar um método de resfriamento inusitado — ele utiliza líquido fervente para esfriar os computadores. Parece loucura? Pois saiba que, de fato, as máquinas ficam submersas nesse líquido misterioso a cerca de 50ºC.

Acontece que não estamos falando de água, mas sim de um componente que a Gigante de Redmond preferiu não especificar — contudo, ela garantiu que ele é inofensivo aos componentes eletrônicos. A ebulição do tal líquido gera vapor, que, por sua vez, é condensado dentro de uma câmara fechada para se transformar em “chuva” e retornar tudo ao estágio inicial. O resfriamento em si é feito justamente através da dissipação do calor dos processadores junto com tais vapores.

Imagem: Divulgação/Microsoft

“Somos o primeiro provedor de nuvem que executa resfriamento por imersão de duas fases em um ambiente de produção”, explica Husam Alissa, engenheiro de hardware. Christian Belady, outro engenheiro especializado no setor de datacenters da Microsoft, afirma: “Resfriamento a ar não é o suficiente. É isso que está nos levando ao resfriamento por submersão, no qual você pode ferver diretamente as superfícies do chip”. Para Christian, a evolução é necessária para seguir a famosa Lei de Moore.

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Com chips se tornando cada vez menores e exigindo um maior consumo energético, é natural que surjam desafios para garantir que eles não se sobreaqueçam. Obviamente, a criação da Microsoft é apenas mais um de seus experimentos com data centers, mas pode ser um conceito interessante para que outras empresas trabalhem em projetos derivados.

Fonte: Microsoft

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