O que é Compass ou Beidou-2?

Por Redação

A China desenvolveu o seu próprio sistema de satélites de posicionamento e navegação e o batizou de Compass ou Beidou-2. O sistema ainda está sendo implementado e é similar ao GPS norte-americano e ao GLONASS russo. O Compass possuirá 35 satélites, sendo trinta deles localizados em órbita média, enquanto que os cinco restantes serão geoestacionários.

O desenvolvimento do Compass é uma alternativa aos demais sistemas de satélite do mundo, visto ser de grande importância para a economia emergente e a enorme população chinesa. Os chineses também trabalham em parceria com o sistema de posicionamento global Galileo em parceria com a União Europeia.

A primeira etapa para a criação do Compass ou Beidou-2 foi o desenvolvimento do primeiro sistema Beidou, também conhecido como Beidou-1 ou oficialmente denominado de Sistema Experimental de Navegação por Satélite Beidou. Esse sistema é composto por 3 satélites e possui aplicações e cobertura limitadas. Desde 2000 esse sistema tem oferecido serviços de navegação para a China e seus parceiros.

O Compass trata-se da segunda geração desse sistema, que, apesar de ainda estar em construção, opera desde dezembro de 2011 com apenas 10 satélites. Os planos é que até 2020 o novo sistema esteja concluído e possa oferecer cobertura ampla e aplicações em áreas como serviços, distribuição tecnológica, desenvolvimento de produtos, equipamentos e outros para a China e seus parceiros.

Também há a expectativa que o Compass seja utilizado amplamente para suprir a necessidade dos milhões de carros que são produzidos anualmente e que necessitam de um sistema de navegação.

Por se tratar de um sistema militar, a iniciaitiva chinesa é uma alternativa ao serviço dos demais países. Pesquisadores apontam para um grande interesse dos demais países que possuem controle de algum sistema de navegação por satélite.

Diante do desenvolvimento do Compass, a China se mostra pronta para produzir informações atualizadas sobre o seu vasto território. Além disso, o país está atento a utilizar todo o potencial que um sistema de navegação próprio pode proporcionar, gerando mais riquezas e maior valor.