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O que são baleias Bitcoin?

Por| Editado por Claudio Yuge | 21 de Junho de 2022 às 14h20

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pixabay/pexels
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Investidores iniciantes em algum momento podem se deparar com algumas palavras desconhecidas, que até os mais antigos no mercado cripto não conhecem. Um desses termos é “baleia Bitcoin”. Se você está aqui, provavelmente não sabe o que significa essa expressão. Mas não se preocupe, pois, você aprenderá o que é e descobrirá quem são as baleias Bitcoin e como elas influenciam o setor.

A palavra “baleia” é usada para representar pessoas ou instituições, mais especificamente são aqueles investidores de Bitcoin que possuem enormes quantias da criptomoeda. São organizações como a Grayscale e a Coinshare, fundos de investimento que administram carteiras com valores bilionários em BTC.

Até governos ,apesar de não serem investidores, também podem ser considerados baleias. Atualmente o órgão governamental com mais Bitcoin é o FBI. Um relatório da revista Wired, divulgou que a polícia federal dos Estados Unidos possui mais de 300 mil unidades da criptomoeda, a partir de uma apreensão em 2013. O episódio envolveu o mercado paralelo Silk Road, que funciona na darkweb. De lá para cá a entidade já fez diversas outras detenções. Dessa maneira, as autoridades ianques ficam atrás só do enigmático Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin.

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Pessoas também podem ser consideradas baleias, é o caso do criador do Bitcoin. Nakamoto é considerado a maior baleia de Bitcoin do mundo, com supostas 1 milhão de unidades da criptomoeda. Para acumular tanto, ele teria minerado (processo de gerar novas moedas) a cripto desde cedo, e assim conseguiu juntar uma grande quantia.

Os irmãos gêmeos Winklevoss são outro exemplo de pessoas consideradas baleias de Bitcoin. Estima-se que eles possuam cerca de 150 mil unidades da moeda.

Como as baleias influenciam o mercado?

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Por serem donas de grandes quantias de Bitcoin, uma baleia se quiser, pode mover o mercado à vontade, já que nenhum outro participante do setor é tão grande. Portanto, as “sardinhas”, os pequenos investidores, devem apenas acompanhar seus movimentos; se tentarem “nadar” contra, vão acabar sendo “atropelados”. Vejamos abaixo um exemplo:

Digamos que o preço atual do Bitcoin esteja nos R$ 100.000 e uma baleia que possui 100 mil unidades da criptomoeda, esteja de olho quando o valor chegar próximo de R$ 50.000, para comprar mais do ativo. Então lentamente, essa baleia começa a vender parte das suas moedas.

A baleia transfere suas moedas para as corretoras e gradativamente inicia o processo de vendas. A oferta de Bitcoin no mercado aumenta, e o preço começa a cair. Uma sardinha desavisada pode pensar que a queda é uma oportunidade de compra, mas a baleia continua a venda, empurrando o valor para o nível de preço que deseja. Isso não acontece rapidamente — as baleias se movem lentamente no oceano, devorando as várias sardinhas que “morrem” na onda ditada pelas criaturas maiores.

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Após um longo período de queda com o preço próximo ao nível programado inicialmente pela baleia, as sardinhas que não venderam já estão desesperadas ao ver uma queda tão forte no preço. Assim, vendem as moedas que possuem, alimentando o grande investidor.

Então, a baleia, após levar o preço para o nível desejado, começa agora um movimento de compra, enquanto as sardinhas ainda atordoadas tentam vender barato. Assim, no final do processo, a baleia compra Bitcoin por um valor mais baixo e tem, agora, mais criptomoedas do que possuía inicialmente. Enquanto as sardinhas, ainda confusas, ficam tentando entender o que aconteceu.