Fundo de Bitcoin movimenta US$ 100 mil no Brasil, Reino Unido e Nova Zelândia

Fundo de Bitcoin movimenta US$ 100 mil no Brasil, Reino Unido e Nova Zelândia

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 21 de Outubro de 2021 às 17h30
Pexels

O lançamento do fundo de índices (Exchange-Traded Fund – ETF) de Bitcoin na bolsa de valores de Nova York na terça-feira (19) atraiu interessados de todo o mundo. No Brasil, no Reino Unido e na Nova Zelândia, os investidores já negociaram mais de US$ 100 mil (quase R$ 569 mil na cotação atual) desde a chegada da opção.

O ETF garante exposição segura e 100% regulada à criptomoeda. Emitido pela ProShares, o ProShares Bitcoin Strategy ETF investe em contratos futuros de Bitcoin negociados na bolsa de derivativos de Chicago (Chicago Mercantile Exchange Group – CME).

Imagem: Reprodução/Envato/leungchopan

O fundo busca replicar o desempenho desses contratos sem lidar com riscos de hacks ou perda de acesso às criptomoedas. Como são contratos futuros, os valores do ETF e do Bitcoin podem não ser exatamente os mesmos, mas os retornos tendem a ser muito semelhantes.

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Esse tipo de fundo facilita a entrada de fluxo comprador. O reflexo na cotação do Bitcoin foi quase imediato: ela passou dos US$ 66 mil (R$ 373,6 mil) na quarta-feira (20). “A expectativa é que o preço atinja US$ 100 mil", afirma Safiri Felix, diretor de Produtos e Parcerias da Transfero, especialista em soluções financeiras com tecnologia blockchain com sede no Crypto Valley (na Suíça) e no Brasil.

Outros ETFs devem ser lançados

Matt Leibowitz, CEO e fundador da Stake, diz que o lançamento mostra que os criptoativos estão ganhando cada vez mais espaço. “O entusiasmo por investimentos relacionados com Bitcoin tem crescido muito e mostra que os investidores buscam diversificar seus portfólios para estar sempre à frente de novas tecnologias”, avalia.

Os ETFs de criptomoedas tendem a atrair corporações para o investimento nesses ativos, já que a exposição é regulada. “Com isso, aumenta a possibilidade de entrada de muito dinheiro nesse mercado”, comenta Lucas Schoch, CEO e fundador da Bitfy, primeira carteira para custódia própria de criptomoedas do Brasil.

Imagem: Reprodução/Pixabay/Sergei Tokmakov

Apesar de o Bitcoin apresentar leve queda de 5% nesta quinta-feira (21) — movimento bastante comum para uma moeda tão volátil —, Schoch diz que a perspectiva dos analistas é de mais valorização até o fim do ano. “Isso pode levar, acredito, à cotação de US$ 100 mil.” Há, ainda, a expectativa de que outros emissores de ETFs façam oferta própria em breve. No Brasil, há fundos de índice de criptomoedas disponíveis na B3 desde abril.

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