Especialista prevê menos de 1% de emissões de carbono com criptomoedas em 2030

Especialista prevê menos de 1% de emissões de carbono com criptomoedas em 2030

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 23 de Setembro de 2021 às 13h05
Pexels/Worldspectrum

Apesar de todas as críticas ao possível impacto no meio ambiente, a mineração de Bitcoin deve representar apenas 0,9% das emissões de carbono globais em 2030. E isso mesmo que o preço da moeda chegasse a pouco prováveis US$ 10 trilhões.

As conclusões são de um relatório da New York Digital Investment Group (NYDIG), especialista em tecnologia cripto. A NYDIG calculou o consumo futuro de energia com a atividade a partir da trajetória de preço, do mix de energia, da atividade, da localidade, da economia, dos preços da energia e dos volumes de taxa de transação.

Imagem: Reprodução/Pixabay/MasterTux

Como a criação da criptomoeda depende de um sistema em que os mineradores competem para montar transações na blockchain — o que requer muita energia, boa parte dela vinda de combustíveis fósseis — as emissões do Bitcoin são proporcionais à intensidade do carbono das fontes de energia. Em 2019, dados da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apontaram que o Bitcoin usou energia suficiente para abastecer as Filipinas.

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Elon Musk disse no Twitter em maio que a Tesla não aceitaria mais a moeda como pagamento porque o uso de combustíveis fósseis para minerá-las estava crescendo rapidamente. O estudo da NYDIG, entretanto, parece otimista. "O consumo absoluto de eletricidade e a emissão de carbono não são significativos em termos globais", diz o documento.

Intensidade de emissões deve diminuir

Atualmente, por exemplo, a mineração da moeda representa 0,1% das emissões globais — 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2020, menos do que é produzido por aviação ou ar-condicionado. Depois que a China passou a reprimir a mineração, o consumo caiu de 92 terawatt horas (TWh) em março de 2021 para 49 TWh em julho. Antes disso, a maioria dos mineradores estava lá. Agora, muitos se mudaram para países que oferecem fontes de energia menos agressivas para o meio ambiente, como o Irã e os EUA.

Imagem: Reprodução/Envato/photocreo

O documento diz, ainda, que, no longo prazo, a intensidade das emissões provocadas pela mineração das criptomoedas deve diminuir. “Isso porque o desenvolvimento de fontes renováveis continua e os países têm cada vez mais descarbonizado suas redes de eletricidade", aponta o relatório.

Fonte: Business Insider

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