Nintendo Switch Lite vale a pena? 

Nintendo Switch Lite vale a pena? 

Por Lucas Arraz | Editado por Bruna Penilhas | 01 de Outubro de 2021 às 10h58

A versão menor e totalmente portátil do Nintendo Switch, o Nintendo Switch Lite, estreia oficialmente nesta sexta-feira (1º) no mercado brasileiro. À venda no país nas cores amarelo, turquesa ou coral, o modelo nacional do videogame promete uma experiência mais portátil e pessoal para o jogador.

Os benefícios, no entanto, são balanceados, com a impossibilidade de conectar o aparelho a um televisor, além da tela embutida menor e uma bateria que dura, em média, 30% menos tempo que a versão revisada do Switch padrão, lançada em 2019.

Se você está pensando em comprar um segundo Nintendo Switch ou tem dúvidas sobre o novo modelo estreante no mercado brasileiro, o Canaltech elencou as diferenças, os pontos fortes e fracos do Switch Lite.

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 Nintendo Switch Lite nacional será vendido nas cores amarelo, turquesa ou coral, com preço sugerido de R$ 1899 (Imagem: Divulgação/Nintendo)

O que muda com a chegada do modelo nacional do Switch Lite?

Nunca foi difícil encontrar um Nintendo Switch Lite por aqui. Lançado em 2019 nos principais mercados do mundo, o aparelho chegou informalmente ao varejo brasileiro por meio de modelos produzidos para o mercado estrangeiro. A partir desta sexta-feira, a situação muda um pouco.

Com o lançamento oficial no Brasil, a Nintendo ficará responsável pela produção e abastecimento de uma versão nacional do console. O Switch Lite importado e o modelo nacional ainda serão o mesmo console. Além do cabo de força adaptado para tomadas brasileiras, as diferenças são os manuais e caixas que estão totalmente em português e o estabelecimento de um preço sugerido pela empresa japonesa.

Manual em português do Nintendo Switch (Imagem: Reprodução/Anatel)

O Switch Lite brasileiro está sendo vendido ao preço sugerido pela Nintendo de R$ 1.899. A sugestão não é uma obrigatoriedade para os lojistas, mas ajuda a regular os valores do mercado, tanto para revenda, como para os modelos importados. Com um preço sugerido, fica mais difícil assistir a uma variação absurda no preço do console, além de estabelecer um teto para os valores daqui para frente. Já na janela de lançamento, é possível encontrar o Lite nacional à venda por aproximadamente R$ 1.600.

Principais diferenças do Switch Lite

O Nintendo Switch Lite foi projetado para priorizar a jogatina portátil. Além de ser menor e mais leve, o aparelho abdica da conexão a uma tela externa, impossibilitando a exibição dos jogos em alta definição (1080p) — no modelo padrão, essa resolução é atingida quando o console está conectado em um televisor ou monitor por meio do dock (base de carregamento).

Imagem: Divulgação/Nintendo

O Lite está preso a execução de jogos a resolução de 1280 por 720 pixels na tela embutida. O display de LCD é praticamente o mesmo que do modelo padrão, mas em uma versão compacta, de 5.5 polegadas.

Enquanto o Switch normal vem equipado com uma tela de 6.2 polegadas que exibe a jogatina em 720p no modo portátil com uma densidade de 237 ppi (pixels por polegada), o Lite exibe as mesmas imagens com a quantidade de pixels por polegada superior, 267 ppi. A diferença não chega a ser perceptível, com exceção do tamanho do que é exibido.

Tela do Nintendo Switch Lite é um pouco menor, mas é compatível com cores e brilho da versão padrão (Imagem: Divulgação/Nintendo)

Jogos incompatíveis com o Switch Lite 

Ao contrário do modelo padrão, o Switch Lite possui controles integrados ao console. Ou seja, é impossível destacar os Joy-Con e dividi-los em dois controles. A mudança provoca ainda a incompatibilidade de funções de movimento com o acessório, como a execução de danças de Just Dance ou o controlar da espada do Link com movimentos em The Legend of Zelda: Skyward Sword HD.

Joy-con do Switch Lite é integrado ao aparelho e podem fazer falta na hora de compartilhar jogos (Foto: Canaltech)

O catálogo de jogos do Switch Padrão é compatível com o Lite desde que os títulos funcionem no modo portátil. São incompatíveis com o videogame jogos que exigem a independência do Joy-Con e uma televisão, como Fitness Boxing, Super Mario Party, Ring Fit Adventure, 1,2 Switch e os apetrechos do Nintendo Labo.

Pontos positivos do Switch Lite 

Compacto e leve

O design do Switch é leve e elegante. Esteticamente e na mão do jogador, o modelo resgata com mais fidelidade a experiência portátil do Nintendo 3DS e do Game Boy. O Lite tem cerca de 300 gramas, sendo 30% mais leve que o modelo padrão.

A diferença pesa. É mais confortável segurar o Switch Lite, principalmente para sessões mais longas de jogatina. Boa parte do benefício foi conquistado também pela redução de dimensões do console. O Switch Lite possui 9,15 centímetros de comprimento, 21 centímetros de largura e um 1,4cm de espessura.

Comparações entre os dois modelos (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Mesmo com a case, o Lite mostra ao irmão mais velho realmente o que é ser um console portátil. É possível guardar o modelo no bolso de uma calça e encontrar espaço muito mais facilmente em uma mochila ou mala

Preço mais acessível 

Já é possível encontrar o Lite no varejo eletrônico brasileiro a preços menores do que a sugestão da Nintendo de vender o console a R$ 1.899. Mesmo na faixa sugerida, o modelo menor ainda é bem mais barato que a versão padrão, que conta com preço sugerido de R$ 2.899 no Brasil e pode ser encontrado por até R$ 2100 em revendedores autorizados.

O menor preço do Lite faz bem para a carteira, levando ainda em consideração que o jogador precisará desembolsar até R$ 299 por títulos exclusivos. A Nintendo acertou em manter a entrada para cartuchos no Switch Lite, permitindo a troca ou a revenda de cópias físicas entre jogadores.

Autonomia da bateria  

Existem, atualmente, três modelos de bateria do Nintendo Switch no mercado. A primeira é aquela fabricada com as versões de estreia do console em 2017, que dura de 3 a 6 horas. A segunda é a bateria que acompanha a revisão do Nintendo Switch padrão, lançada em 2019. Essa chega até às 9 horas com jogos menos pesados.

A versão Lite acompanha uma bateria intermediária, melhor que a do primeiro modelo, mas com capacidade reduzida se comparada com o Switch revisado. O videogame portátil alcança 7 horas de autonomia, com média de 4 horas de durabilidade, sendo mais do que suficiente para cruzadas longe das tomadas de casa, em um avião ou em uma viagem de metrô.

Imagem: Divulgação/Nintendo

Vale a pena ou não?

O Nintendo Switch Lite é ideal para aqueles que querem aproveitar o tempo livre fora de casa para jogar ou ficar quieto debaixo das cobertas. Apesar do Switch padrão alternar de um híbrido de mesa para as mãos do jogador, as dimensões menores e o peso mais leve do Lite mostram a experiência portátil ideal para os jogos da Nintendo da atual geração.

O Lite é fácil de guardar, deslocar e principalmente mais confortável para jogar. Um problema para quem já é dono de um Switch Padrão, é a diferença na disposição dos controles. Mãos um pouco maiores podem estranhar como os controles analógicos estão próximos de botões de ação ou ainda como é fácil selecionar algum comando na tela sensível ao toque, enquanto se mexe no joystick.

Botões estão mais próximos em versão Lite do Switch (Imagem: Divulgação/Nintendo)

A tela embutida do console, levemente menor, e a impossibilidade de conectar o videogame a um monitor também podem causar estranheza, mas são ausências que se equilibram aos benefícios de uma experiência portátil mais viável, inclusive na construção estética da máquina. O Nintendo Switch Lite é a opção certa para quem procura ou estava com saudades de um console realmente portátil da Nintendo.

Confira a análise completa do Nintendo Switch Lite do Canaltech:

Fonte: Nintendo

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