Empresas apresentam sua experiência com cloud computing na AWS Summit 2015

Por Bruno Borin | 29.05.2015 às 16:51

Durante o AWS Summit 2015 São Paulo, diversas empresas apresentaram seus cases analisando a transição para a computação na nuvem. Durante o keynote de abertura da VP de setor público da AWS, Teresa Carlson, a executiva chamou alguns profissionais de empresas brasileiras para analisar sua experiência com cloud computing, e os resultados consequentes desta transição.

Segundo Bruno Pereira, diretor de TI do Hotel Urbano, a transição para a computação em nuvem se deu de maneira muito intensa na empresa, uma vez que antes a estrutura era completamente física, em um ambiente não-elástico e com uma arquitetura intolerante a falhas. "Migramos de maneira gradual, e hoje sentimos os efeitos de maneira bastante positiva. Contamos com dezenas de deployments semanais sem interrupção manual, e um uptime de 99,5%", enumera o executivo. Estes números garantem a estabilidade do site, mesmo em momentos de pico — como finais de semana e dias de promoções.

No caso da Magazine Luiza, a migração para a nuvem foi baseada no modelo da Toyota que, segundo o CIO da empresa, Marcelo Koji, é mais adequado para a TI que quer mudar e conseguir agilidade. Desta maneira, a empresa adotou duas vertentes de TI: além da vertente corporativa tradicional, a Magazine Luiza investiu também em um laboratório de tecnologia e inovação. Nomeado "Luiza Labs", esta vertente de TI digital tem o objetivo de criar produtos e serviços específicos para o varejo. "Os modelos de negócios tradicionais estão sendo desafiados a mudar. E precisamos pensar em inovação não só com a tecnologia, mas também em nosso mindset", afirmou o executivo.

Para tentar explicar as benesses da nuvem, o pesquisador sênior do Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa, Pedro Galante, usou o genoma humano como exemplo: segundo ele, apenas a computação em nuvem tem capacidade de ajudar a processar a quantidade de dados do genoma em um tempo viável, uma vez que são muitos terabytes de informação. "Os dados estão transformando a forma como pensamos, de forma geral", afirmou Galante, acrescentando que hoje existem mais programas focados em "big data".

Já para a Conam, empresa com foco em consultoria e tecnologia para o segmento público, a migração para nuvem foi um caminho natural. Como é responsável pela emissão de notas fiscais eletrônicas de diversos municípios, era fundamental garantir a segurança e estabilidade de seus serviços. E segundo o sócio-diretor Fabian Caetano, a solução para alcançar isso foi simples: "Buscamos a solução para comunicação na nuvem a partir da AWS, e mantivemos o ERP no local", contou.

Responsável por soluções e softwares de gestão, a Totvs também defende as vantagens da migração para nuvem. Segundo o CEO da empresa, Laercio Cosentino, o mercado de TI hoje deve trabalhar com três conceitos: ERP ágil, essencialidade e tecnologia fluída. "Trabalhamos com uma interface de uso natural e uma tecnologia fácil de usar, simples e móvel. E a melhor tecnologia é aquela que serve para o que você precisa", afirmou o executivo, complementando que "tudo que é novo é mobile, e tudo que é novo também é cloud".

Outra empresa que também apresentou seu case foi a Smiles, que teve toda sua migração acompanhada pela CredibiliT, empresa que presta consultoria especializada em Amazon Web Services e conta com um modelo de negócio bastante parecido com a nuvem.

Segundo Pedro Dorico, CTO da Smiles, um dos principais pontos positivos desta migração foi a estabilidade da aplicação, já percebida pelo cliente. "Hoje temos uma estrutura muito rápida, podemos testar por duas semanas e, se quisermos, podemos já começar a produção", afirma o executivo. Esta velocidade é outro ponto crucial, uma vez que é possível testar e gerar versões e roadmaps paralelos, garantindo ciclos curtos para a entrega no site: "No que toca a essência operacional, garantir e confirmar a efetividade do que quero soltar é um ponto chave", conclui Dorico.