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Já sentiu que não está sozinho, mesmo estando? A resposta está no cérebro

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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jura_felix_jrs/envato
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Você costuma sentir que não está sozinho? A ciência pode explicar essa sensação. Tudo está relacionado com o cérebro. Acontece que interromper as expectativas sensoriais das pessoas parece induzir uma sensação de presença alheia, mesmo em pessoas saudáveis (que não experimentam nenhum tipo de transtorno mental).

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Em um estudo publicado na Current Biology, pesquisadores sincronizaram os movimentos de algumas pessoas com um robô que se posicionava diretamente atrás delas. Foi possível perceber que o cérebro entende a sincronização, produzindo essa sensação.

Só que quando essa sincronização é interrompida, fazendo com que os toques do robô fiquem ligeiramente fora de sincronia, os participantes passaram a sentir que outra pessoa estava presente. Assim, mudar as expectativas sensoriais da situação induz uma espécie de alucinação.

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Essa lógica também pode se aplicar a uma situação como a paralisia do sono. A comunidade científica aponta que todas as nossas informações usuais sobre nossos corpos e sentidos são interrompidas nesse contexto, por isso surge a sensação de que há outro alguém no local. O que parece ser outra presença, na verdade, é a própria pessoa.

Em um estudo de 2022, cientistas analisaram as semelhanças nessas sensações de presenças de relatos clínicos, práticas espirituais e esportes de resistência (que são bem conhecidos por produzir uma série de fenômenos alucinatórios).

As situações apresentam semelhanças: presenças relacionadas ao sono foram descritas por todos os grupos, mas também motivadas por fatores emocionais, como luto. Uma pesquisa deste ano apontou que pessoas que dormem mal tendem a acreditar no sobrenatural. Segundo os cientistas responsáveis, essas crenças estão associadas à paralisia do sono ou à síndrome da cabeça explosiva, distúrbio que causa a sensação de um ruído dentro da cabeça.