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Jogue tranquilo e carregue uma toalha

Por| 25 de Maio de 2023 às 15h00

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Spyglass Entertainment
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Star Wars e O Guia do Mochileiro das Galáxias são dois importantes símbolos da cultura geek. Mais do que histórias fascinantes, essas obras são tão importantes para a comunidade por dialogar com tantos públicos, quebrando barreiras e criando senso de pertencimento, e ambas são homenageadas no mesmo mês, fazendo de maio o Mês dos Geeks.

Por conta do trocadilho entre a frase “May the Force be with you!” ("Que a Força esteja com você!") e a data em Inglês “May 4th (fourth)”, em 4 de maio comemoramos o Star Wars Day.

Já em 25 de maio, comemoramos o Dia da Toalha. A data, que marca duas semanas do falecimento de Douglas Adams, autor da série do Guia do Mochileiro, foi escolhida pelos fãs para homenageá-lo, ao celebrar um dos itens mais essenciais de qualquer viajante, a toalha — afinal, nunca se sabe quando precisaremos nos esconder da Voraz Besta de Traal.

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O 25 de maio também ficou conhecido como Dia do Orgulho Geek, por também ser o aniversário do lançamento do primeiro filme da franquia Star Wars nos Estados Unidos.

De gamer e geek todo mundo tem um pouco

Outra coisa comum entre os geeks é a sua paixão por games, e não só pela forma como eles dialogam com pessoas de diferentes gerações, origens e identidades. Mais do que homenagear símbolos, o dia 25 de maio é importantíssimo porque, por décadas, jogar RPG, ler quadrinhos, falar de O Senhor dos Anéis, e jogar videogame foi motivo de piada.

Muito antes da Marvel transformar “filme de hominho” — como diria minha avó — em bilheterias bilionárias, e Fortnite ter competição de tiro nas Olimpíadas, gostar disso tudo era motivo de zoeira. Nerds eram os estranhos, excluídos em rodinhas de canto, trocando gibis ou jogando Pokémon no Game Boy.

Graças à popularização dessas culturas hoje todo mundo é um pouco “nerd”. Por isso mesmo, o Dia do Orgulho Nerd virou Dia do Orgulho Geek, para afastar a imagem de “excluídos” e trazer a mensagem da inclusão. Essa nova visão é uma realidade também no Brasil, e a CCXP e BGS estarem entre os maiores eventos geek do mundo são prova disso.

Além de ser a maior feira de cultura pop da América Latina, a Comic Con Experience cresceu tanto que se tornou uma marca própria, exportando o formato para o exterior, com a CCXP Cologne em 2019. Já a Brasil Game Show, também a maior da América Latina, mas voltada para games, é tão reconhecida que nomes importantíssimos da indústria já passaram por lá. A feira já trouxe para o Brasil Hidetaka Miyazaki, idealizador e diretor de Dark Souls e Elden Ring, o trio de criadores de GTA, além do próprio Ed Boon, criador de Mortal Kombat.

É impossível falar de geeks e gamers sem mencionar a indústria dos PCs. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) mais recente, 82,1% dos brasileiros consideram os games como uma de suas formas de diversão, e quase 20% dos entrevistados utilizam o PC como principal plataforma, em um empate técnico com os consoles domésticos, atrás apenas dos smartphones.

De olho nesse público, a Intel quer ser um acelerador do setor de jogos, acredita que o PC, seja desktop, seja notebook, já é o melhor lugar para jogar e produzir conteúdo, mas trabalha para tornar essa plataforma ainda melhor.

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Da galaxia muito distante ao restaurante no fim do universo

Apesar de sempre abraçar a galera “escolhida por último na Educação Física”, ainda existe muito trabalho pela frente quando falamos de inclusão. Uma pesquisa da Newzoo, nos EUA, entrevistou 1.824 gamers com idade de 10 a 65. Segundo o levantamento, o mercado de jogos ainda tem baixa representatividade de mulheres, pessoas negras, comunidade LGBTQIA+, e pessoas com deficiência, tanto no desenvolvimento quanto na forma como — e quando — são retratadas nos jogos. Entre os entrevistados, 47% não se interessam por alguns jogos, por acreditarem que não foram feitos para eles.

Mesmo em jogos com criação de personagem mais livre, as opções de representatividade ainda são, geralmente, limitadas a tipos físicos específicos, estereótipos ou caricaturas. A pesquisa também revelou que as pessoas que não se sentem representadas estão cansadas da postura do “deixa disso” que muitas empresas assumem para não se posicionar.

Ainda que a Intel não participe ativamente no desenvolvimento de jogos, ela é uma das principais empresas de tecnologia do mundo, e está investindo para ampliar a inclusão desses grupos em seu quadro de funcionários que, apesar de minorias em visibilidade, são numericamente gigantes.

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Assumir abertamente essa postura pode influenciar outras companhias de tecnologia, como estúdios e desenvolvedoras, a entenderem que não se trata de demagogia, mas de políticas essenciais de afirmação social. Por mais que isso não resulte diretamente em jogos que retratem essa realidade, mudar a base da indústria pode diversificar equipes criativas, essas, sim, com poder para criar universos onde todos possam ter orgulho de se considerarem geeks.