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Crítica A Primeira Comunhão | Terror espanhol requenta a mesma fórmula de sempre

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Paris Filmes
Divulgação/Paris Filmes

Não dá para negar que o cinema espanhol, especialmente o de terror, já agraciou o público com bons filmes macabros como Verônica, Livrai-nos do Mal, entre outros, no entanto, nos últimos anos parece que o gênero perdeu força e tem entregado sempre o “mais do mesmo”. É o que acontece em A Primeira Comunhão, longa dirigido por Víctor Garcia (A Amaldiçoada), que traz uma história com uma premissa até interessante, mas cuja fórmula já foi vista em diversas outras produções.

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Na trama, ambientada na década de 1980, em uma cidade do interior da Espanha, conhecemos Sara (Carla Campra), uma adolescente que se mudou recentemente para o local e que ainda não tem muitos colegas, com exceção de Rebe (Aida Quiñones), sua melhor amiga da escola.

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Atenção! Esse texto tem spoiler de A Primeira Comunhão!

Um dia, voltando de uma festa, elas cruzam com uma menina vestida com roupas de primeira comunhão e segurando uma boneca. Sem entender direito se trata-se de uma miragem ou de algo real, elas saem do carro e começam a procurar pela garota, mas só encontram a tal boneca caída na mata.

Curiosa, Sara pega o brinquedo para si e o leva para casa; é a partir daí que coisas bizarras começam a acontecer em sua vida e na de Rebe. Primeiramente vale falar que o texto é bem coeso e até mesmo bem amarrado, mostrando como a entidade dona da boneca consegue, pouco a pouco, destruir a vida de cada um que a tocou.

Apesar de interessante, no entanto, como filme de terror o longa é fraco, pois traz poucos momentos que realmente prendem a atenção do público e dão algum susto. As cenas são bem feitas, mas não surpreendem e quem já viu muitos filmes do gênero, provavelmente, irá se decepcionar ao ver mais do mesmo em cena.

Já era esperado ver Sara e Rebe possuídas lutando contra o mal, e é exatamente isso que acontece. Juntas, elas tentam derrotar o espírito que está causando esse transtorno, mas a única coisa que conseguem é libertar o demônio que possuía a pequena Marisol (dona da boneca). E é assim que o filme termina: deixando um gancho para o próximo, que para valer a pena terá que melhorar muito no roteiro e no clímax.

Protagonistas agradam, mas coadjuvantes têm pouco espaço

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Um ponto positivo de A Primeira Comunhão é que tanto Carla Campra que vive Sara, quanto Aida Quiñones que vive Rebe agradam em cena. Elas têm química juntas e conseguem dar às personagens o tom certo, sem cair no caricato. A primeira já havia trabalhado em outras produções, inclusive no já citado Verônica e na série Sagrada Família, na qual vive Aitana.

Já os coadjuvantes realmente têm pouco espaço em cena. Entre eles o destaque fica para Anna Alarcón, que vive Remedios, a mãe de Marisol — menina que desapareceu quando ainda era criança. Já Carlos Oviedo, que dá vida ao pseudotraficante Chivo, parece um tanto quanto acelerado demais.

Maquiagem agrada

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Um ponto que talvez seja pouco falado quando se pensa em filmes de terror é a maquiagem — parte fundamental para dar credibilidade à história. E, em A Primeira Comunhão, o time de caracterização acertou tanto ao criar a menina demoníaca, quanto ao criar as marcas que ficam pelo corpo de Rebe, Sara e dos seus amigos.

Esse cuidado com a aparência dos personagens fez com que o filme ficasse mais real, dentro do possível.

Vale a pena assistir ao filme A Primeira Comunhão?

Com um roteiro simples e sustos fracos, A Primeira Comunhão é a opção ideal para aquela pessoa que até gosta de terror, mas tem medo de assombrações. No entanto, se você é fã do terror raiz, provavelmente irá se decepcionar com a obra.

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Desse modo, podemos dizer que não vale a entrada do cinema, e é melhor esperar o filme chegar a algum streaming para ver depois. Mas, se ainda assim quiser dar uma chance, basta garantir sua entrada na ingresso.com.