Turma da Mônica homenageia vencedoras do Prêmio Nobel 2020

Turma da Mônica homenageia vencedoras do Prêmio Nobel 2020

Por Nathan Vieira | 24 de Novembro de 2020 às 18h00
Divulgação/Mauricio de Sousa Produções

Com quatro mulheres entre os 11 laureados neste ano, 2020 teve o segundo maior número de pessoas do sexo feminino já premiadas com o Nobel na História. Com isso em mente, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) fez uma homenagem a três cientistas que levaram o prêmio: Andrea Ghez, Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna entraram para o hall das Donas da Rua da História.

O projeto Donas da Rua almeja agregar conteúdos para demonstrar, através de histórias e exemplos, como meninas do Brasil e do mundo podem exercitar seu direito de ser o que quiserem e entender melhor conceitos como igualdade de oportunidades. Criado em março de 2016, tem o apoio da ONU Mulheres. Uma de suas áreas, o Donas da Rua da Ciência, tem como objetivo resgatar a trajetória de pesquisadoras e cientistas que marcaram a humanidade com suas ações.

Segundo Mônica Sousa (Sim, a própria Mônica), diretora executiva e criadora do projeto Donas da Rua, poder destacar grandes nomes a fim de fomentar o interesse de meninas e mulheres para a área da ciência é extremamente gratificante. "Trazemos visibilidade para ações que contribuem com a humanidade a fim de incentivar e mostrar que todas são capazes de fazer a diferença, independente da área que desejam seguir!", pontua.

Andrea Ghez

(Imagem: Divulgação/Mauricio de Sousa Produções)

Representada por Marina, Andrea Ghez (55) se une às mais novas Donas da Rua da História. Neste ano, ela recebeu o Prêmio Nobel de Física por descobertas sobre buracos negros. Andrea é formada em física pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em 1987, obteve um doutorado no mesmo assunto pelo California Institute of Technology em 1992 e ainda foi pós-doutoranda na Universidade do Arizona de 1992 a 1993. Sua conquista definiu um buraco negro como "um objeto cuja força gravitacional é tão intensa que nada pode escapar, nem mesmo a luz". Em 125 anos da premiação, ela foi a quarta mulher a receber a honra.

A primeira mulher premiada neste ano, Ghez é professora na Universidade da Califórnia, Los Angeles, EUA, e ao lado de Genzel, Diretor do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, trabalhou na descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro da nossa galáxia, o buraco negro Sagitário A* (cuja pronúncia é Sagitário A Estrela).

Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna

(Imagem: Divulgação/Mauricio de Sousa Produções)

Enquanto isso, com traços de Denise e Carminha Fru Fru, Emmanuelle Charpentier (51) e Jennifer A. Doudna (56) se unem às outras Donas da Rua da História. Juntas, elas conquistaram o Prêmio Nobel de Química em 2020 pelo desenvolvimento de um sistema de edição genética. As suas pesquisas sobre as chamadas "tesouras moleculares" foram consideradas revolucionárias, contribuindo para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer e podendo tornar realidade o sonho de curar doenças genéticas hereditárias.

Emmanuelle é diretora da Unidade Max Planck para as Ciências Patogênicas de Berlim, na Alemanha e Doudna é professora na Universidade da Califórnia e pesquisadora no Howard Hughes Medical Institute. Essa foi a primeira vez na história da premiação que duas mulheres conquistam a honraria juntas.

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