Restos humanos mostram que Machu Picchu é ainda mais velho do que se imaginava

Restos humanos mostram que Machu Picchu é ainda mais velho do que se imaginava

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Agosto de 2021 às 15h40
Wirestock/Freepik

O Machu Picchu, uma das regiões históricas mais famosas do mundo, pode ser ainda mais antiga do que se imagina, de acordo com um novo estudo. Localizada no Peru, a região é conhecida como de origem Inca, construída ainda no século 15.

O estudo, liderado por Richard Burger, da Universidade de Yale, usou a tecnologia de espectrometria de massa com aceleradores, que faz a datação por radiocarbono de forma avançada. A análise foi feita em restos humanos recuperados na região durante o início do século 20, e também onde era a propriedade do imperador inca Pachacuti, no leste da Cordilheira dos Andes.

Segundo as informações encontradas na nova pesquisa, Machu Picchu esteve em uso entre os anos de 1420 e 1530, chegando ao fim na época da colonização espanhola. Sendo assim, o local que hoje é um ponto turístico é, pelo menos, 20 anos mais velho do que diziam os registros históricos, que também mostram que Pachacuti tomou o poder em 1438, conquistando na sequência o Urubamba, Vale Sagrado dos Incas, onde fica o Machu Picchu.

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Imagem: Reprodução/Wirestock/Freepik

Sendo assim, segundo as estimativas anteriores, o local teria sido construído somente depois de 1440, provavelmente até 1450, tempo que pode variar dependendo do tempo levado por Pachacuti para dominar a região e fazer a construção. Burger diz que esses números haviam sido escritos pelos espanhóis logo após a colonização.

"Este é o primeiro estudo baseado em evidências científicas que fornecem uma estimativa para a descoberta do Machu Picchu e a duração da sua ocupação, nos trazendo uma noção mais clara da origem do local e sua história", conta o antropólogo. "Os resultados sugerem que a discussão do desenvolvimento do império Inca baseado em registros coloniais precisam de revisão. Métodos modernos de radiocarbono oferecem uma base melhor do que os registros históricos para uma compreensão da cronologia Inca", completa.

Fonte: Futurity, Yale

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