Pterossauro descoberto na Austrália teria sido um "dragão da vida real"

Pterossauro descoberto na Austrália teria sido um "dragão da vida real"

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Agosto de 2021 às 16h30
University of Queensland

Entre 210 e 65 milhões de anos atrás, voavam pelos céus os Pterossauros que, ao contrário do que muitos acham, não eram dinossauros, mas sim répteis voadores. Desde a primeira descoberta da criatura, há 40 anos, menos de 20 espécies foram encontradas, sendo esses animais ainda muito misteriosos.

Agora, paleontólogos anunciaram uma descoberta surpreendente de pterossauro, que pode ser o mais próximo do que já tivemos de um dragão, que é uma criatura fictícia. Segundo os cientistas, o animal batizado de Thapunngaka shawi se tornou o maior réptil voador da Austrália, que deve ter vivido onde hoje é a cidade de Queensland.

Imagem: Reprodução/University of Queensland/Tim Richards

O Thapunngaka shawi contava com asas de sete metros de comprimento e boca no formato de lança, sendo uma criatura bastante selvagem, de acordo com um dos responsáveis pelo estudo, Tim Richards. Os Pterossauros foram os primeiros animais com vértebras a voar, possuindo ossos finos e ocos que os ajudavam a voar melhor, mas que nos deixaram fósseis precários.

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Os paleontólogos explicam que a descoberta faz parte do gênero de pterossauros chamado Anhanguera, que vivia na Austrália, sendo a terceira criatura descoberta até então. Além do largo comprimento das asas, eles mediam cerca de um metro na vertical e contavam com 40 dentes, os tornando um "predador supremo".

Imagem: Reprodução/University of Queensland/Tim Richards

A análise dos fósseis mostrou uma grande crista óssea na parte inferior da mandíbula, mas os estudos indicam que ele também tinha uma crista na parte superior. Steve Salisbury, co-autor do artigo, explica que as cristas ajudavam na dinâmica de voo do Thapunngaka shawi. Se todas as medições estiverem corretas, a criatura se torna o terceiro maior pterossauro Anhanguera do mundo.

Fonte: Interesting Engineering, Universidade de Queensland  

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