Pesquisador transforma acontecimentos microscópicos em entretenimento; confira

Pesquisador transforma acontecimentos microscópicos em entretenimento; confira

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 03 de Maio de 2021 às 16h30
Willmilne/Envato Elements

Sem dúvidas, o mundo é um lugar fascinante com suas criaturas, mas o universo microscópico pode ser ainda mais curioso com as criaturas invisíveis a olho nu ou ainda com as células do nosso organismo em ação. Movido pela curiosidade, um biomédico norte-americano viralizou nas redes sociais com imagens únicas feitas com um microscópio BA310E e um iPhone, como o movimento de glóbulos vermelhos (hemácias) do sangue em contato com uma bolha de ar.

Desde 2018, o biomédico e pesquisador amador Martin Kaae Kristiansen publica as imagens capturadas por seu microscópio nas páginas do projeto My Microscopic World. "Sempre fui fascinado por ciência, natureza e biologia, por isso escolhi a carreira em biomedicina. Nas aulas de biologia e durante minha educação, às vezes, eu usava um microscópio e, a cada vez, ficava impressionado com o novo mundo quase alienígena e invisível a olho nu", conta Kristiansen em sue perfil.

Glóbulos vermelhos e a bolha de ar

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No vídeo de Kristiansen, é possível observar os glóbulos vermelhos do sangue — retiradas do próprio biomédico — “orbitando” uma pequena bolha de ar do mesmo tamanho de um fio de cabelo humano. A diferença é que o registro se difere da maioria das imagens conhecidas das hemácias, já que não estão vermelhas. Para o registro, foi usada uma técnica da microscopia chamada de iluminação por campo escuro, onde as células aparecem douradas em um fundo preto.

Caso uma bolha dessa dimensão entrasse, de fato, na corrente sanguínea de alguma pessoa, ela seria capaz de bloquear pequenos vasos sanguíneos, o que poderia causar uma embolia gasosa. No entanto, a bolha ainda seria, provavelmente, muito pequena para causar algum dano real.

Mais seres na mira do microscópio

Além de células, Kristiansen registra o movimento de inúmeros seres microscópicos nas suas redes, como carrapatos, pulgas e outros invertebrados que circulam o seu universo. Isso porque a maioria dos registros é feita a partir de seres que encontra próximos a sua residência.

A seguir, confira uma seleção de mais vídeos de tirar o fôlego:

Colônia de algas

Ervas daninhas microscópicas da água doce, as algas filmadas — em uma quase dança — são do gênero Synura e cada colônia mede cerca de 25 mícrons, ou seja, um quarto da espessura de um fio de cabelo. A incidência dessas algas é maior durante os meses da primavera e do outono, quando se proliferam.

Movimentos peristálticos em vermes

Conhecido oficialmente como Lumbriculus variegatus e também comum em ambientes de água doce, o verme não é microscópico, já que pode ter entre um milímetro de espessura e até 10 centímetros, mas a visão com zoom permite enxergar os seus movimentos peristálticos. Em outras palavras, é possível ver a contração dos músculos que formam o tubo digestório do ser, ou seja, os movimentos que transportam a sua comida. Vale destacar, no entanto, que a cor do registro que varia conforme os movimentos é artificial e foi gerada a partir do uso de uma luz polarizada.

Camarões-fada

Kristiansen também registrou os camarões-fada (anostraca), após saírem de seus ovos e enquanto ainda estavam em formação. Neste estágio de desenvolvimento, os crustáceos têm poucos membros, mas rapidamente evoluem e, na maturidade, podem atingir o tamanho de 25 mm.

Fonte: My Microscopic World  

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