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Musk quer construir novo túnel acelerador de partículas do CERN a baixo custo

Por| 22 de Janeiro de 2019 às 16h30

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Take Back The Sky
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Nesta segunda-feira (21), o MIT Technology Review publicou uma matéria detalhando o Future Circular Collider (FCC), um novo projeto de acelerador de partículas encabeçado pela equipe que opera o Grande Colisor de Hádrons (ou apenas LHC, do nome em inglês). E em resposta ao tweet de divulgação do artigo, eis que Elon Musk deixou a entender que já havia conversado com a diretora geral do CERN, Fabiola Gianotti, sobre o assunto.

Isso porque Musk também está investindo em escavações através de sua companhia, The Boring Company, e é aqui que as peças começam a se encaixar, já que para construir o maior acelerador de partículas de todos os tempos, seria necessário um túnel extremamente longo, com pelo menos 100 quilômetros de comprimento.

Vale lembrar que o LHC está fechado há dois anos por conta de atualizações e enquanto isso, os pesquisadores do CERN estão trabalhando em outros projetos. O FCC é um deles: o colisor será quatro vezes maior que o LHC e estima-se que somente as escavações custarão cerca de US$ 5,7 bilhões. Esse é o ponto em que entra Musk.

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Segundo Arnaud Marsollier, diretor de relações públicas do CERN, Musk e Gianotti “tiveram recentemente a oportunidade de se encontrar informalmente na Royal Society” para discutir rapidamente “os próximos projetos”, onde o CEO da Tesla e SpaceX apresentou a Boring Company à diretora-geral.

O CERN não exatamente recusou a oferta de um túnel acelerador de partículas construído por Musk a um preço tão baixo, mas divulgou que a organização está “aberta a novas tecnologias econômicas que poderiam levar à sua implementação, incluindo a túneis que serão necessários”.

O patrão ficou louco

O primeiro túnel de testes da Boring Company foi revelado em dezembro de 2018, embaixo da sede da SpaceX em Hawthorne, Califórnia. Apesar de ser um teste conceitual, se o túnel tivesse sido terminado, seria capaz de portar veículos a 240 km/h, além de “skates” especiais que poderiam rastrear os transportes ao longo do túnel. Todo o papo levantou dúvidas se Musk realmente poderia ajudar.

Então, no início de janeiro, um político de Sydney, na Austrália, perguntou no Twitter quanto seria para construir um túnel de 50 quilômetros na região de Blue Mountain. Musk sugeriu que poderia cavar o trecho pedido por cerca de US$ 750 milhões, US$ 15 milhões por quilômetro e um engenheiro respondeu que a estimativa estava fora de cogitação, enquanto que o ministro de transportes da cidade disse que a proposta do CEO da Tesla “não é uma realidade neste momento”.

Vale lembrar que as propostas baratas de Musk para cavar túneis são controversas diante das diversas demissões de funcionários de suas três empresas no último mês: a SpaceX anunciou que 10% de seus funcionários seriam demitidos em 11 de janeiro, enquanto que a Tesla cortou 7% dos empregados e a Boring Company mandou embora cinco pessoas.

Fonte: Cnet