Múmia de homem morto há 2.400 anos revela qual foi sua última refeição

Múmia de homem morto há 2.400 anos revela qual foi sua última refeição

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 22 de Julho de 2021 às 18h20
N.H. Nielsen/Museum Silkeborg

Há cerca de 2.400 anos, um homem morreu onde hoje é a península da Dinamarca, sendo batizado de Homem de Tollund. A descoberta do cadáver aconteceu no dia 6 de maio de 1950, e os pesquisadores acreditam que se tratou de um ritual de sacrifício, com a sua morte causada por enforcamento.

O seu corpo permaneceu preservado ao longo de todos os anos antes de ser encontrado, permitindo que os cientistas descobrissem alguns fatos interessantes. O mais recente é um tanto quanto curioso: foi possível descobrir qual foi a sua última refeição antes da morte.

Imagem: Reprodução/N.H. Nielsen/Museum Silkeborg

De acordo com o estudo, a última refeição do Homem de Tollund aconteceu entre 12 a 24 horas antes da morte, e teria sido peixe e mingau, pratos comuns na Dinamarca naquela época, conhecida como Idade do Ferro. Ainda que fosse uma refeição nutritiva, o homem não estava saudável, segundo os pesquisadores, pois ele estava repleto de parasitas.

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As análises do corpo também identificaram os ingredientes da sua última refeição: cevada, linho, sementes de persicária, entre outras espécies de plantas. Esses tipos de estudo ajudam os cientistas a trazer novas informações sobre o passado, trazendo detalhes sobre a aparência desses humanos, suas culturas, saúde, dieta, entre outros.

No caso do Homem de Tollund, foi possível identificar o que, exatamente, ele comia, como o alimento era preparado, e ainda estudar o seu sistema digestivo para procurar sinais de doenças. Os pesquisadores chegaram a reconstruir a receita da última refeição do homem, como mostra a imagem abaixo:

Imagem: Reprodução/N.H. Nielsen/Museum Silkeborg

Foram detectadas cerca de 20 plantas, além do peixe. Eles não descobriram ainda, no entanto, se a proteína animal foi inserida no mingau ou se foi comida separadamente. Os cientistas descobriram ainda que o mingau teria sido cozido em uma panela de barro. 

Em relação aos parasitas encontrados, foram identificados tênias, possivelmente por ingestão de carne crua, além de parasitas chamados de Trichuris trichiura e vermes como lombrigas e oxiúros, que são transmitidos por ovos em fezes humanas, o que pode indicar falta de higiene ou saneamento. As infecções encontradas também são indicativos de acesso limitado à água potável e convívio próximo de animais.

Você pode conferir o estudo completo no site da Universidade de Cambridge

Fonte: Gizmodo

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