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Estudo recria 70 m de pegadas de dinossauro, revelando como réptil se comportava

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Romilio, Xing/Geosciences
Romilio, Xing/Geosciences

Uma trilha de pegadas de dinossauro com 120 milhões de anos, encontrada na vila de Hanxi, na China, foi recriada digitalmente por cientistas da Universidade de Queensland para revelar detalhes do comportamento dos extintos animais. Rastros como esses deixam muito conhecimento para os cientistas, mas são difíceis de se decifrar por conta dos desafios logísticos de medir pegadas no ambiente.

O modelo computacional, então, ofereceu um novo olhar às pegadas fossilizadas. A trilha em questão é conhecida como Shifengwo, que significa “ninhos da fênix de pedra”, já que camponeses chineses do século XVIII acreditavam se tratar de rastros de fênix, algo registrado até mesmo em poemas.

O que o modelo digital das pegadas revela

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A trilha é o mais longo rastro de terópode do leste asiático, com 81 pegadas consecutivas rendendo quase 70 metros de material. Na pesquisa, publicada na revista científica Geosciences, a recriação digital revelou os passos de um dinossauro em detalhes, desde mudança de ritmo a respostas ao ambiente. Veja a representação da caminhada no vídeo abaixo:

Isso mostrou que o terópode tinha 1,13 metro de altura na cintura e peso de 292 kg, se movendo a 5,3 km/h (equivalente ao andar rápido de um humano). Na trilha em questão, o animal acelerou brevemente em um trote antes de voltar ao ritmo regular anterior. Não era um caminhar aleatório, mas sim um movimento com propósito em uma linha quase perfeitamente reta, segundo os cientistas.

O dino tinha o tamanho aproximado dos emplumados Yutyrannus do nordeste da China, que viveram na região no início do Período Cretáceo. De acordo com os cientistas, as pegadas podem revelar informações comportamentais como nenhum osso preservado pode, mas trilhas grandes como a estudada são difíceis de se analisar em campo. A novidade digital ajudou a revelar a vida dinâmica das criaturas do passado.

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Fonte: Geosciences, Cretaceous Research